Memória de Bolso Cresce a procura pelos cartões de memória com uma maior capacidade de armazenamento
Colaboração
01/08/2006
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Se a gula está como o pecado capital mais praticado durante a Idade Média, o
desejo compulsivo de ter um cartão de memória sempre maior pode ser
considerado como o pecado do século XXI.
Simultaneamente aos lançamentos de memórias digitais, com capacidades a partir de 1Gb, 2Gb, e até 4Gb, cresce o interesse de usuários de máquinas fotográficas em adquirí-las.
Nessa hora, o preço é a única barreira que separa o consumidor do seu objeto de compra. O preço de um cartão com capacidde de 1Gb varia entre R$ 500 a R$ 800, em alguns casos, o preço de uma câmera fotográfica.
A vendedora Renata Valverde (foto abaixo) entende bem desse desejo. Há seis meses, ela adquiriu uma máquina digital de 5.1 megapixels com um cartão de memória de 128 Mb, o que significa que ela pode tirar cerca de 40 fotos em uma boa resolução para a impressão (nos tempos antigos, revelação). No entanto, ela quer mais. "Para fazer filmagens, com um cartão só, não dá. Além disso, quando vou a alguma festa, tiro em média umas 200 fotos e logo tenho que descarregar a máquina", declara.
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| Renata Valverde | Gustavo Lopes |
A ambição de Renata é a de transportar consigo todas a fotos da noite, ao mesmo tempo, fazendo jus ao termo "memória de bolso", uma nova denominação que corre pelo mercado. "Meu próximo investimento é um cartão de 1Gb. Acho que vale muito a pena", afirma. Apesar de tantos cliques, ela confessa que não manda imprimir todas as fotos. "Prefiro guardar no meu computador e mandar para os amigos", diz.
Outro adepto da memória de bolso, é o comerciante Gustavo Lopes (foto acima). Ele leva sua máquina digital para reuniões com os amigos e saídas durante a noite. "Comprei a câmera pela internet, foi pura empolgação", recorda. Para o futuro, ele faz planos de um cartão de memória maior. "Não acho exagero, para quem tira muitas fotos é ótimo", garante.
Será que não é exagero?
Quando se fala de exagero, é porque compara-se o tamanho dos primeiros
cartões do mercado que tinham a capacidade de 8Mb ou 16 Mb, ou seja,
armazenavam cerca de 30 fotos em uma máquina. O gerente de uma loja de
câmeras fotográficas, Sérgio Drummond (foto ao lado), diz que esses
cartões já saíram de circulação. Apesar do modismo de cartões cada vez
maiores, ele afirma que os consumidores ainda não sabem muito bem o que
estão comprando. " As pessoas pensam que só de comprar uma máquina digital e
uma grande memória já garante boas fotos", atesta. O gerente enxerga uma tendência para o mercado fotográfico, na qual as máquinas virão com suas memória internas ampliadas, fazendo com que o usuário não precise se preocupar com o cartão.
O editor de fotos digitais, Ederson Ferreira (foto ao lado), que
trabalha na maior loja da categoria em Juiz de Fora, afirma que a procura
pelos cartões está aumentando. "Em geral, as pessoas procuram um cartão
maior para tirar fotos em uma resolução melhor, pensando em uma futura
ampliação", revela. No entanto, de acordo com o editor, isso quase não
acontece. "Se o objetivo é a ampliação, elas ainda não estão acontecendo com
frequência", diz. As impressões na loja de Ederson ainda permanecem no
tamanho tradicional, 10x15.
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