A produção de resíduos é inerente à condição humana. Mas devemos sempre ter
em mente que o lixo continua existindo, mesmo depois que o jogamos na
lixeira.
Por sorte, hoje, grande parte do nosso lixo é constituído de materiais
recicláveis, como vidros, papéis, metais e plásticos.
Para diminuir o desperdício e reutilizar todo este material devemos soltar a imaginação, abusar da criatividade e da matéria-prima retirada do lixo. Desta forma, a reciclagem é o caminho ecologicamente correto a seguir.
O Projeto Reciclarte têm caráter pedagógico, educativo e social, com o objetivo de convencer a comunidade sobre a importância da coleta seletiva de lixo e, a partir disso, do valor de sua utilização no trabalho artístico, com a produção de obras artesanais através do lixo.
As oficinas do Reciclarte são oferecidas pelo Demlurb e, até hoje, já foram desenvolvidas em 40 comunidades de Juiz de Fora, totalizando cerca de 1.200 alunos. Delas, podem participar jovens, adultos, homens e mulheres. As responsáveis pelo projeto, Erika Rooke e Izaura Castegliani, ensinam os alunos a transformar o lixo em arte. O curso tem a duração de 20 horas. Os participantes assistem a palestras, vídeos informativos e educativos, além de fazerem visitas à Usina de Reciclagem e Compostagem de Lixo de Juiz de Fora.
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No ateliê do Reciclarte, localizado na rua Paulo de Frontim, 161, encontra-se muitas peças artesanais de alunos que já participaram das oficinas oferecidas pelo Projeto.
A maioria das peças são feitas com materiais simples, como canudinhos de papel de jornal, tinta e verniz. Alguns, são de sucata (aço, parafusos, latas e molas), e outras, de garrafas de refrigerante. "É incrível como esses materiais podem ser reaproveitados e como fica bonito o resultado final. Ninguém imagina", orgulha-se a professora de arte, Érika Rooke.
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