Babás para toda hora Psicóloga realiza curso para babás, visando minimizar problemas existentes entre patrões e empregados, para o melhor desenvolvimento das crianças
Repórter
08/12/06
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Ter um bebê não é tarefa das mais fáceis. Fraldas, mamadeiras, sono
perdido e muito choro!
Embora esses detalhes deixem a vida dos pais mais árdua, há também
aquele rostinho fofo, o
choro manhoso, a bagunça na hora das refeições e as tantas boas
recordações
da criança.
Para muitos casais, a dúvida surge quando a mãe tem que sair
de casa e voltar para
o trabalho. As questões mais recorrentes são: "Com quem vou
deixar meu bebê?", "Vou optar pela creche integral ou uma babá?".
A opção de Leise Lima de Assis foi a creche integral para o filho (foto ao lado), já que ela trabalha durante todo o dia. "Acho a creche mais preparada para as necessidades do meu bebê", justifica sua decisão, embora sua criança tenha apenas dois anos. Dentre as vantagens apontadas por Leise, estão a convivência com outras crianças e o profissionalismo das recreadoras e professoras. "Ele desenvolveu bastante depois que foi para a creche", diz.
Para quem não acredita na creche ou tem insegurança, existe
uma alternativa
muito comum entre os brasileiros: eleger um parente
ou amigo da família para cuidar da criança. Esta foi a escolha
da comerciante,
Aline Goretti (foto à esquerda), que deixa
o filho de um ano
com a mãe para trabalhar.
"Quando era criança, tive alguns traumas com babás e não
tenho confiança
em ninguém"
, reconhece. Por esse motivo, ela prefere pagar a
mãe do
que confiar a responsabilidade a
uma outra pessoa. Ainda assim, Aline se impressionou com os
recentes casos de violência com crianças, mostrados pela televisão,
e somou mais um motivo para não colocar um estranho dentro de casa.
Há quem prefira conjugar meio expediente na creche e o restante do dia com a babá. Mesmo sem ter feito a experiência, a dona de casa Patrícia Teodoro (foto à direita) prefere apostar nesta opção. Ainda sem trabalhar, ela passa todo o dia com a filha, mas pretende voltar ao mercado no próximo ano. "Ela vai demorar a se acostumar", teme a mãe zelosa. Para contratar uma babá, Patrícia pretende pesquisar muito, antes de deixar a filha sozinha em casa. "Quero ter referências e vou tentar passar um tempo com a babá para conhecê-la melhor", diz.
Vencendo a insegurança
Foi pensando nos casais inseguros em relação a contratar um profissional para olhar seus filhos, que a psicóloga Bianca Fortes criou um curso voltado para baby sitter. Algumas babás recorrem a profissional especializada em desenvolvimento humano por indicação de seus patrões. Outras, vão voluntariamente ao curso para adquirirem um "q" a mais no concorrido mercado de trabalho.
De acordo com a psicóloga, o curso objetiva capacitar as babás para as diversas fases do desenvolvimento da criança. Para isso, ela pesquisou os anseios de pais e mães no momento de contratar uma babá. Insegurança, comportamento, educação e saúde são algumas das questões que preocupam a maioria das famílias.
As aulas fazem um panorama completo da vida do bebê até chegar a idade de seis anos. O conteúdo aborda desde a conduta profissional da babá, passando pelo relacionamento com pais e familiares, além de cuidados com a saúde, formas de comunicação com a criança, higiene, estímulos, entre outros assuntos. "Se a babá conhece todos os marcos do desenvolvimento da criança, poderá identificar algum problema e passar para a família", observa a psicóloga.
No primeiro contato com as babás, Bianca prefere cuidar de assuntos que permeiem o dia-a-dia nas famílias, falando de boas maneiras e do relacionamento com os integrantes da casa. "Indico até mesmo um uniforme, por questões de higiene, mas tudo depende do lugar onde se trabalha", analisa.
Depois de pensar na família, a mentora do curso foca o conteúdo na gestação. "Os cuidados com a mãe e também com o recém nascido podem fazer a diferença na hora de curar o umbigo ou no momento da amamentação, por exemplo" , garante a profissional. Logo após, são tratados os estímulos e brincadeiras que fazem parte da infância, de acordo com cada faixa etária.
Na última fase do curso, o medo, o sono e a imposição de limites fazem parte de uma temática mais profunda, que visa desmistificar a educação infantil. Dessa forma, a psicóloga garante: "a babá será uma colaboradora da família e poderá ajudar até mesmo a evitar problemas posteriores, como autismo, hiperatividade e dificuldades no aprendizado".
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