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Muito se ouviu da última temporada de moda do eixo Rio-São Paulo. Entre
muitas passarelas, produções, luzes e glamour, dezenas de estilistas
mostraram o que melhor traduz suas concepções da moda outono-inverno 2005. E
o show, é claro, não foi pequeno. Valeu cada centímetro de pano e cada
minuto de ensaio. O que se viu foi uma efusão de cores e estilos sem fim. Algumas linhas se mostraram mais evidentes, como uma seqüência do romantismo proposto no verão, o que é uma boa notícia, afinal, poderemos montar produções com peças que já estão no armário.
Os passeios étnicos foram explorados e pitadas culturais de cada continente
foram evidenciadas. Sommer foi de gélida Islândia, terra de Bjork, que por
si só já é uma fonte de inspiração. André Lima, que no calor encantou com
fluidos e vaporosos longos, não perdeu a leveza e adaptou franjas e cortes
enviesados, para seu movimento característico.
Veludo estará em alta, em tons rosáceos, do rosa queimado ao berinjela. Dá para brincar também, misturando elementos e formas. Os volumes foram incansavelmente mostrados, apesar de não serem os modelos mais indicados para as brasileiras arredondadas que somos, em nossa grande maioria. Mas um leve evasê já dá o toque cine look proposto mais uma vez.
Detalhes se tornam o máximo quando o assunto é produção. Um brilho aqui, um
bordadinho ali e uma peça básica se torna um show à parte, como peças da
coleção Raia de Goye, que trouxeram viés de couro arrematando volumosos
jabôs, um luxo.
Outra pecinha que pouca gente tem mas que é fantástica é a pelerine. Uma delícia básica que pode ser associada com outras partes de cima deixando-as com cara de inverno e melhor, realmente protegendo do frio.
No vasto campo do jeans... muita novidade. Ou melhor dizendo, ambigüidade. Se por um lado o slim fit chegou cheio de poder, com o visual agarradinho e pernas afuniladas, o cargo teve seu espaço. Lembra das calças do último inverno, cheias de bolso? Pode desentocá-las!
Enfim, o que podemos tirar de tudo isso é que estamos bem. Nada de pensar
que vai ter que renovar tudo para a próxima estação. Tudo o que já tem
guardadinho vai poder ser reaproveitado com um toque de novidade. Essa é a
essência da moda de verdade. Como a manifestação artística que é, não pode
deixar de apresentar tendências, que hoje são seguidas por todos, desde as
costureiras caseiras até às lojas de departamentos. Mas o que é legal mesmo
é manter sua própria personalidade e usar o que realmente você gosta e acha
que valoriza seu corpo e sua identidade. A moda é para brincar, se divertir.
Então corra para o seu playgoround!
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a consultora Nivea Heluey
Nivea Heluey é especialista
em Jornalismo de Moda e Comunicação de Moda
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