Mulher

Com que roupa... eu vou? Quem foi que disse que fantasia bonita é fantasia cara? Na hora de escolher o traje, uma pitada de criatividade pode dar longa vida ao seu cofrinho

Fernanda Leonel
Repórter
09/06/2007

Pode ser que a sua festa não tenha nada a ver com Noel Rosa e que o convite não seja um samba, mas é certo que uma das perguntas mais famosas do repertório do século XX vai estar presente antes de uma festa à fantasia: "Com que roupa eu vou?".

Na hora de soltar a imaginação e se transformar para uma festa deste tipo, há de tudo: quem invista pesado na figuração, alugue, compre, faça ou invente moda mesmo. Para se transformar em outra pessoa, "durex" pode virar máquina de costura ou as roupas dos avós significar a salvação na hora de montar um look.

Se engana quem acha que para atacar de bacana em uma festa desse tipo, o segredo é gastar dinheiro. Tudo bem, ele pode até não impedir seu arraso, mas digamos que uma pitada de criatividade pode dar longa vida ao seu cofrinho.

Lígia Ferreira (foto abaixo), por exemplo, chamou a atenção de quem estava no local, gastando apenas R$ 2,50. Vestida de Coca-Cola, ela imprimiu em uma gráfica o rótulo feito pela irmã.

foto de Lígia Amarrou com elásticos que já tinha em casa, vestiu uma roupa preta, e já estava pronta. "Eu gosto de fantasias diferentes. Tenho que pensar em algo que as pessoas não vão, que não são tradicionais. E essas fantasias, que a gente tem que colocar a mão na massa, acabam ficando mais baratas mesmo", comenta.

Lígia e mais quatro amigas optaram pela alternativa barata de fantasias apoiadas na criatividade. Segundo a estudante de Odontologia, não há como revelar os segredos das próximas festas - que ela diz adorar -, mas que ela já tem algumas idéias em mente.

Rodrigo Lucas (foto abaixo) também aposta na imaginação para se dar bem em festas à fantasia. Ele investiu cerca de R$ 10 em cola, cartolina, papelão e algumas canetinhas que deram forma à sua fantasia.

foto de Rodrigo Vestido do remédio para emagrecer Inibex, o estudante diz que adorou a idéia da fantasia que foi montada pelo irmão.

"Ninguém imagina que um cara vem dentro de uma caixa e que vai ficar assim durante uma festa. Foi uma fantasia original, e eu gosto de coisas diferentes assim", afirma.

Na sua opinião, o barato de ir em uma confraternização deste tipo é exatamente exercitar a criatividade e também marcar um pouco da sua personalidade e do que se faz na escolha do que se resolveu imitar.

No caso de Rodrigo, o pensamento foi levado a sério. A tarja preta inibidora de apetite da vez é estudante de medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Há também aqueles que optam pelas fantasias mais baratas que são montadas com apetrechos que geralmente se têm em casa. Uma peruca dali, um chapéu acolá, uma camisa de time parar completar e lá está um hippie, sertanejo ou jogador de futebol caindo na farra.

foto de fantasias foto de fantasias

Com o casal Annelise Gomes e Fábio Brito (foto abaixo), o improviso foi palavra de ordem na hora de escolher o traje da noite. E com um mérito financeiro que não superou quase história nenhuma: nenhum dos dois gastou nada.

foto do casal, Annelise e Fábio Os namorados contam que não sabiam se iam na festa ou não, e que por este motivo acabaram não se preocupando muito com o que iriam vestir. Na última hora, o espírito noturno bateu mais forte, e eles resolveram ir vestidos do jeito que estavam mesmo... de pijama!

"Está fazendo frio e nós estamos aqui, quentinhos, confortáveis, e o melhor, sem gastar dinheiro nenhum. A gente gosta de pensar em fantasias desse tipo, para evitar que essas roupas fiquem paradas no guarda-roupa", opina Fábio.

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