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:::10/04/2006
"Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante"
Nelson Rodrigues
O que importa realmente na forma de amar, é a interação. Importa ainda, sobremaneira, a plenitude do prazer e das emoções desencadeadas neste momento de intimidade total, onde o casal que se ama, encontra alegria, paz, conforto físico e espiritual, além da atração, o tesão e a química que justificam verdadeiramente este tipo de união. Afinal, ninguém aqui está falando de amizade, ou de companheirismo... É de sexo mesmo!
Existem alguns tabus e preconceitos em relação a prática do sexo anal, mas quem é nunca fantasiou sobre ela?
Sexo anal pode ser muito prazeroso! É a penetração do pênis no ânus. E como esse local possui uma série de terminações nervosas, a excitação é maior porque é mais sensível a carícias e, por isso é possível sentir muito prazer. Entretanto, a maioria das mulheres se sente muito constrangida para praticar, evitam e, muitas vezes, quando não foi prazeroso, falam que doeu muito e não gostariam de fazer outra vez.
Nessas horas, o homem precisa ser paciente e cuidadoso para que ela fique mais preparada e relaxada. Algumas tentativas têm que ser feitas até que consigam uma posição mais adequada, ou um nível de excitação que permita esta entrega. O homem que também nunca fez, terá dificuldade em preparar a parceira e conseguir dela uma boa aceitação. A ansiedade, não pode existir neste momento. A dor só acontece quando a mulher está tensa. Existem mulheres que se submetem ou aceitam para a agradar ao companheiro, mesmo sentindo dor. Só você é capaz de saber se quer ou não aderir a essa modalidade.
Aliás, este é um bom momento para tocar no assunto: a flacidez vaginal, por diminuir o prazer da mulher e muito o prazer do parceiro, sugere a prática do sexo anal. O fato de o homem solicitar o sexo anal com mais freqüência, dele perder a ereção repetidamente no meio do coito, da própria mulher sentir menos a presença do pênis na vagina, demorar mais ou não conseguir ter orgasmos só com penetração e escutar barulhinhos estranhos, são sinais que devem ser levados em conta.
O problema pode ser físico! Se você não quer mesmo incluir esta atividade no seu cardápio sexual, e quer manter a sua relação em um nível elevado de prazer, pense seriamente nos cuidados que deve tomar com a musculatura da região pélvica e circunvaginal. O pompoarismo propõe exercícios específicos para solucionar esta questão
Como chegar lá?
Investir nas preliminares como carícias, beijos, massagens e sexo oral, é
muito bom. Para facilitar a penetração, recomenda-se o uso de um
lubrificante à base de água, porque o anus não lubrifica como a vagina.
Desse jeito, a mulher estará mais relaxada, excitada e pode até chegar ao
orgasmo.
Tem algum risco?
Mesmo nesta hora de muita excitação e extremo prazer, o uso da camisinha é
fundamental para evita as DSTs e AIDS. Quando é realizado o coito anal e
logo a seguir a cópula vaginal, o pênis, mesmo com camisinha, pode infectar
a vagina com bactérias inofensivas no âmbito intestinal, mas que podem
tornar-se perigosamente ativas no ambiente vaginal. Sendo assim, não se
esqueça de trocá-la quando for para a outra posição.
Outra preocupação se dá com a perda da elasticidade do esfíncter anal, que poderá levar a flato incontinência ou a incontinência fecal e também o surgimento de hemorróidas, que é muito desconfortável. Sendo assim, não abuse dessa atividade, faça de vez em quando e sempre com cuidado, lubrificada e devagar.
É normal?
Dentro da sexologia é difícil estabelecer os limites entre o sexo normal e o
anormal, porque há muitas formas intermediárias entre os dois extremos. Para
simplificar, digamos que dentro das pesquisas que realizei, foi considerado
como normal somente o coito no qual o pênis é introduzido na vagina. Por
exclusão, foram considerados anormais todos os outros.
Em outras palavras, considera-se anormal qualquer ato sexual no qual a ejaculação se dá em contato com outras partes do corpo feminino sem que a vagina tome parte. Cabe a você, estabelecer os seus limites! Não devemos nos arrepender das tentativas que fazemos em busca da felicidade, desde, é claro, que não prejudiquemos os outros.
Tome os devidos cuidados, combata os preconceitos, e curta este momento. Se estiver com a pessoa que gosta, vá em busca de sua realização sexual.
Viva mais, seja feliz, faça mais sexo!
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Jussara Hadadd é
terapeuta holística,
especializada em sexualidade
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