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    "Elas" dominam o mercado Mulheres compram mais e são mais impulsivas na hora da compra. Pesquisa da CDL/JF mostra que, na cidade, elas também são a maioria entre as inadimplentes

    Fernanda Leonel
    Repórter
    23/02/2007

    Reza a lenda que mulher, bolsa e vitrine são variáveis que combinam entre si. Verdade ou não, o fato é que, passeando pelo centro de Juiz de Fora, fica fácil ver essa cena. Onde tem uma vitrine, acaba tendo também uma mulher. E se essa vitrine está em liqüidação então, haja espaço para tanta vontade de comprar.

    Perguntadas sobre o assunto, elas assumem a leve compulsão. A palavra parece forte, mas pode ser explicada por quem entende de vendas e marketing. Mulheres compram por uma impulsão que nem sempre está relacionada à necessidade de consumo.

    Pare e pense. Quantas vezes você saiu para comprar um sapato e voltou também com uma bolsa, mesmo que seu armário já tivesse entupido delas? Ou então, caminhava lentamente pela rua, sem nada para fazer e acabou entrando em uma loja e fazendo uma compra que vai até fazer diferença no seu salário do mês que vem.

    Essa é a diferença que faz com que as mulheres sejam o alvo preferido das vendedoras de lojas, especialmente aquelas ligadas à produtos que enaltecem a vaidade. A vendedora Michelli Parma, por exemplo, trabalha em uma loja de roupas e sapatos da cidade, que trabalha com modelos para "elas" e "eles" e, segundo ela, 90% das suas clientes são mulheres, indiscutivelmente as que mais gastam na loja.

    "Mulheres compram sempre. Passam pela porta e resolvem comprar, entrar para olhar e resolvem comprar, entram para comprar uma coisa e acabam levando outras. Homens são diferentes. Não que não façam isso também, mas a grande maioria, compra o que precisa. Vai na loja quando está em falta de alguma coisa", explica.

    Michelli lembra que não é difícil ver um homem comprando mais um pouco porque a mãe ou a namorada vai com eles e começa a mostrar aquela peça de roupa que lhe interessa. "Mulheres são mais impulsivas. As marcas sabem disso. Tanto que trabalham com produtos complementares. Quanto alguém compra um sapato, sempre vai achar um bolsa que cai como uma luva para usar junto".

    A auxiliar de enfermagem Geralda Marques (foto abaixo), por exemplo, assume: são nas lojas de roupas, calçados e cosméticos que ela mais gasta. "As mulheres gastam mais porque são vaidosas. Gostam de ver coisas que as deixam bem. Eu chego até a me contentar com as olhar as vitrines, se for o caso"

    Geralda brinca que nem sabe quantas vezes saiu de casa para fazer alguma coisa e voltou de sacolas nas mãos. "As mulheres gostam sim de gastar, mas vale a pena lembrar que elas gastam com coisas que todo mundo ganha. Geralmente em uma casa, são elas que compram para elas, para o marido e para os filhos", opina.

    Essa também é a opinião de Luzia Oliveira (foto abaixo). Para a dona de casa, é preciso assumir que as mulheres são mais compulsivas por compras, e que vêem essa ação como um descanso, lazer ou atividade prazerosa. Mas que também é preciso reconhecer no sexo feminino, a mãe, a esposa, a dona de casa, que assume as funções de compra para poder resolver as atividades da família.

    Luzia assume que gasta mais com o marido, e que assim como todo mulher é apaixonada por uma vitrine bonita. "Quem é que não gosta de se imaginar nas roupas das manequins das lojas? A vaidade sem dúvida faz a gente gastar mais?", questiona. Mas que a figura da mãe também gasta muito.

    "Para gente é mais difícil negar para um filho um pedido. Homens se controlam mais, olham o saldo e dizem que não. Mãe tem coração mais mole, e acaba se rendendo às carinhas cheias de vontade dos filhos. É a gente que faz esse tipo de compra pra eles, é a gente que vai comprar material escolar na hora de precisa, que vai no supermercado para abastecer a dispensa. Então, parece que gastamos demais. Mas tem esse lado de ser a gente que dá a cara para o comércio".

    Mulheres mais inadimplentes em Juiz de Fora

    Recente pesquisa divulgada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora (CDL) comprova um pouco da teoria das duas mulheres. Segundo levantamento realizado, elas não só são as maiores consumidoras como também arcar com os índices positivos e negativos dessa movimento: são também as maiores devedoras do mercado.

    Em Juiz de Fora, elas ficam responsáveis por 52% do total de registros, ficando quatro pontos percentuais à frente do acumulado pelos homens. Mas na avaliação da entidade, esse dado não pode ser visto como preocupante.

    Segundo o presidente da CDL/JF, Vandir Domingos (foto), o que leva a esse números são os mais diferentes encargos que recaem sobre as mulheres. "É comum em várias épocas do ano, e particularmente no natal as mulheres em maior número que os homens fazerem compras para toda a família, como também em janeiro e fevereiro, quando do reinício das aulas".

    Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas outro fator que faz com que as mulheres estejam com o nome mais comprometido na "lista de pagamentos em dia" está relacionado ao fato delas emprestarem com mais facilidade seu nome para terceiros.

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