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Artigo
Não espere! Faça melhorar
::: 17/08/2002


Responda com sinceridade, afinal o maior interessado é você:
  1. De quantos cursos de treinamento ou atualização você participou em 2001?
  2. Quem decidiu e/ou patrocinou os cursos, seminários ou palestras?
  3. Quantos livros e revistas, ligados à sua área de atuação, você lê por ano?
Desde que li esta enquete na revista Venda Mais em 1999, tenho sempre procurado incluí-la, com pequenas adaptações, em minhas palestras e cursos motivacionais e/ou de empregabilidade. Sempre peço que as pessoas tenham uma resposta para si, que não precisam externá-la. Porém, na maioria das vezes as pessoas se manifestam e, tenho verificado resultados bem próximos à pesquisa original (feita com profissionais de vendas), para os mais variados ramos. Compare seus resultados com as tabelas abaixo:

1- Você participou de quantos cursos de treinamento ou atualização em 2001?


2- Quem decidiu e/ou patrocinou os cursos, seminários, palestras?


3- Quantos livros e revistas, ligados à sua área de atuação, você lê por ano?


Estou propondo com estas três simples perguntas a seguinte reflexão: Como anda seu comprometimento com sua atualização, com seu aperfeiçoamento? Afinal de contas, o desenvolvimento contínuo é o terceiro e último ponto a ser abordado sobre a excelência profissional. Como alguém que não se atualiza pode sobreviver no mercado de trabalho? Alguém que não faz cursos ou não lê sobre as novidades e mudanças de sua área de atuação?

O que mais tenho ouvido de queixa nos cursos e palestras que tenho ministrado é quanto à redução de treinamentos ofertados pelas empresas devido ao período de “vacas magras”. Reclama-se muito que as empresas exigem aperfeiçoamento, mas não têm investido nisso. Isso é um fato, uma realidade na grande maioria das empresas.


Outra pergunta também se faz necessária: o que fazer frente à necessidade de desenvolvimento profissional e a redução de investimentos, por parte da empresa, neste sentido? Ficar esperando as coisas melhorarem? Absolutamente, não. Reportando novamente ao primeiro artigo desta série (A importância da excelência profissional) dissemos que as empresas, considerando a grande oferta de mão-de-obra, têm abdicado desta tarefa (de promover treinamentos).

Por outro lado, o profissional é obrigado a assumir o compromisso do aperfeiçoamento contínuo, para não ficar à margem do mercado. Afinal, se a velocidade das mudanças e dos avanços tecnológicos é cada vez maior, ficar parado é suicídio profissional. O que fazer então? Assuma as rédeas e invista em você. Não há outra saída. Infelizmente não dá para esperar melhorar, é preciso fazer melhorar. E este será um compromisso eterno a ser assumido, o autodesenvolvimento contínuo.

Outra questão sempre levantada é que não dá para ficar fazendo cursos caros e longos, que o orçamento está curto e o tempo para isto mais ainda. Porém, quem disse que apenas cursos caros e longos são a solução? Se você não pode investir agora em uma pós-graduação ou mestrado, tudo bem, vamos planejar para o início do próximo ano! Porém, não se pode é ficar sem atualização, ficar estagnado. Para isso, há várias outras opções. Nisso incluem-se cursos rápidos, livros, revistas e até mesmo uma rica gama de informações que estão disponíveis, e são gratuitas, na grande rede. Bons jornais também são importantes. Ah, mas deixe a seção de esportes ou a coluna social para uma eventual sobra de tempo. Concentre-se no que é mais importante.

E por falar no que é mais importante, é exatamente criando prioridades que você poderá se organizar e concentrar suas forças e orçamento de maneira mais eficaz. Você precisa aprender a identificar seus pontos fortes e pontos fracos (ou “oportunidades de melhorias”). Para isto, é preciso que você possa definir que competências são necessárias à sua atividade.

Mas lembre-se, cada função ou grupo de funções possui um nível de exigência variado. Você não sabe como definir as competências necessárias à sua atividade? Bem, não deixe então de se atualizar, e isto pode ser feito gratuitamente, basta acompanhar nosso próximo artigo.

Não espere, faça melhorar. Sucesso.


Eduardo Santos é psicólogo e consultor
formado pelo Centro de Ensino Superior
de Juiz de Fora e Pós-Graduado em Consultoria em RH.
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