Colônia de férias particular é novidade em Juiz de Fora Com a proximidade das férias escolares da garotada, os pais começam a se perguntar o que fazer para divertir os filhos nesse período
Repórter
03/12/2008
Em arquivo:
Com a proximidade das férias escolares da garotada, os pais começam a se perguntar o que fazer para divertir os filhos nesse período. Como muitas vezes as férias das crianças não coincidem com as dos pais, a saída é pagar alguém para entreter os filhos durante o dia. Se a diversão dividir espaço com o conhecimento e a ludicidade, melhor ainda.
É com esse ideal que a professora de educação física Carolina Miranda (vídeo ao lado) coordena uma colônia de férias particular. Ela reuniu a criançada dos condomínios onde mora e se tornou a salvação dos pais nas férias de julho de 2008. A experiência deu tão certo que ela já prepara as brincadeiras e atividades para o início de 2009.
A idéia de inovar as tradicionais colônias de férias surgiu entre a professora e as
próprias mães, que tinham em Carolina uma pessoa de confiança. "Eu dou aula de
natação para boa parte das crianças e já realizamos duas colônias de férias na academia.
Depois é que surgiu a idéia de fazer uma colônia com as crianças nos condomínios"
,
explica.
A divulgação da colônia de férias aconteceu dentro dos próprios condomínios da região do bairro São Pedro. O interesse das crianças e, principalmente, dos pais, fez com que a idéia fosse rapidamente transformada em realidade.
A proximidade da profissional com o público facilitou o planejamento das atividades que foram desenvolvidas durante a colônia. Uma pesquisa com os pais revela qual o período ideal para as crianças participarem das atividades. Para 2009, a pesquisa aponta para a preferência de que a colônia seja realizada na primeira quinzena de janeiro, já que boa parte das famílias viajam na outra metade do mês.
Depois de estabelecidas as datas, começa o trabalho de elaborar o cronograma. Na última colônia as crianças fizeram atividades físicas e culturais em diversos pontos da cidade. Caminharam até o mirante do Morro do Cristo, conheceram o recém-reformado parque do Museu Mariano Procópio e assistiram a filmes no cinema do shopping. Foram três semanas de muitas atividades durante todas as tardes, de segunda a sexta-feira.
Com tantas coisas para fazer, a garotada precisa repor as energias gastas nas brincadeiras.
Este ano a professora experimentou realizar os lanches nas casas das próprias crianças,
cada dia em uma diferente. "As crianças ficam muito orgulhosas de receberem
as outras em casa"
, revela Carolina.
As turmas da colônia contam com a média de 25 crianças de várias idades, de dois
até os 12 anos. "Eu não limito a idade das crianças. O que eu faço é compensar
na contratação de professores"
. E a matemática é fácil de entender: um professor
para cada cinco crianças pequenas e um para cada dez crianças maiores.
Diversão com segurança
Para que a diversão sempre conte com a segurança das crianças, um bom planejamento é fundamental
na organização desse tipo de serviço. A equipe de Carolina é formada,
ainda, por mais dois professores de educação física. Sandro Moreira,
um deles, conta que a colônia aproxima os moradores dos condomínios. "Acaba sendo um
incentivo para as crianças fazerem novas amizades e realizarem atividades diferentes do
seu cotidiano"
, ressalta.
Esta também é a opinião de Liria Oliveira, mãe de uma das alunas da Tia
Carol, como é conhecida a professora. "A colônia permite que nossos filhos fiquem perto
de nós e aproveitem os espaços de todos os condomínios, locais que antes não
eram tão explorados"
.
Liria garante que a confiança no profissional faz toda a diferença na hora dos pais
contratarem esse tipo de serviço. "Os pais têm que ficar atentos mesmo à segurança
das crianças e exigir que todo o trabalho seja feito por profissionais competentes"
,
lembra.
Os pais que desejam contratar o serviço podem escolher a melhor maneira de os filhos participarem das atividades. O valor de um dia de colônia, por exemplo, gira em média de R$ 20*. Já o pacote completo, por duas ou três semanas, pode chegar a R$ 150*.
*Valores cobrados em julho de 2008
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