O pesquisador Duarte Vilela assume, em setembro deste ano, a chefia geral da Embrapa Gado de Leite, cargo que ocupou nos anos entre 2000 e 2004. Criado em fazenda leiteira, sempre teve ligação com o agropecuária, traçando uma trajetória de sucesso no área.
O casamento com a Embrapa é antigo. Ele se formou em agronomia na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em 1975, e ingressou na empresa em 1976. Exerceu os cargos de chefe-geral, chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento e líder da área de alimentação animal.
Conseguiu implementar o Projeto "Plataforma Tecnológica do leite", sobre o qual fala com
orgulho. "O objetivo era identificar as restrições técnicas econômicas e institucionais
ao desenvolvimento do setor leiteiro nos segmentos de produção e indústria nas cinco
regiões do país. Envolveu mais de cem instituições"
. Ele revela
a intenção de retomar o programa a partir de 2009.
Vilela foi ainda assessor da FAO (órgão das Nações Unidas para agricultura e alimentação),
assessor do CNPq, conselheiro técnico da Associação Brasileira de Criadores de Zebu,
consultor científico de diversas revistas especializadas e participou ativamente em
diversas instituições de fomento à pesquisa agropecuária. Nos indicadores de produção
científica e tecnológica nos últimos dez anos destacou-se na publicação de 154 trabalhos.
De 2005 a 2007, foi coordenador geral de Apoio às Câmaras Setoriais e Temáticas, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e secretário-executivo do Conselho do Agronegócio no mesmo ministério.
Quando deixou o cargo em Brasília, foi convidado para concorrer à chefia geral na Embrapa. Para estar de volta ao posto, passou por um árduo processo de seleção que envolveu outros dois candidatos e durou sete meses.
Vilela tem mestrado e doutorado em Zootecnologia pela UFV.
Apaixonado pela bovinocultura de leite, o pesquisador acumulou uma vasta experiência
no agronegócio e sente-se à vontade para liderar novamente as atividades na Embrapa e também
para falar sobre suas principais metas.
Ciente dos novos desafios, ele pretende investir na qualidade do leite; aumentar a produtividade animal e por área; reduzir a dependência de insumos importados e criar alternativas de alimentação para o bovino e viabilizar a construção de uma pecuária efetivamente sustentável, priorizando projetos que avaliem os impactos da atividade leiteira no meio ambiente e minimize tais impactos.