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    Patrulha 66
    Uma banda de rock e muitos projetos

    Ludmila Gusman
    10/05/02

    Quase 20 anos de estrada, mais de dois mil shows e produções relacionadas ao rock´n roll. A banda Patrulha 66 tem muita história pra contar e mais de cem músicas compostas. O quarteto, que prefere ser identificado pelo nome de guerra, é formado por Marquinho 66 (guitarra), Adriano 66 (guitarra e vocal) Willam 66 (baixo e vocal), e Guigui 66 (bateria). Os integrantes têm em sua trajetória recordações da época do vinil, trazendo nos trabalhos três LP´s gravados, além de quatro CD´s e algumas participações em outros discos e gravações em demo. Todas iniciativas independentes e direcionadas a atividades de assistência social. “Junto com o preço simbólico dos ingressos, pedimos que nos shows o público leve um quilo de alimento, para doarmos às instituições carentes”, destaca Marquinho 66. Entidades como o Educandário Carlos Chagas, o Instituto Maria e outras instituições que abrigam crianças carentes já receberam doações de alguns dos mais de dois mil shows apresentados na cidade e região.

    Marquinho 66 foi um dos primeiros a entrar na banda. Além dele estão desde a formação Adriano e Willam que hoje dividem suas atividades na banda com o Estúdio Lugar de Ensaio montado para o ensaios dos shows do grupo e de outras bandas da cidade. Além de participar da Patrulha, Marquinho é professor de guitarra há dez anos no Pró-Música (Rua Coronel Pacheco, 28). Adriano e Guilherme fazem a publicidade e a produção da banda, dedicando-se ao Estúdio. Willam é engenheiro mecânico. “Mesmo com todas as dificuldades e empecilhos sempre conseguimos conciliar nossas atividades com a música”, ressalta o guitarrista.

    Cheios de idéias
    Mas a criação de um estúdio para ensaios não foi o único projeto do Patrulha 66. Desde a criação da banda, outras atividades paralelas ao rock’ n roll contribuíram para o sucesso dos músicos. Como todas as gravações são independentes, a banda criou a Patrulha Records, gravadora responsável pelo lançamento dos discos. Aliados a esse idéia eles elaboraram ainda o Festival de Bandas Novas, a Rádio Rock FM 98,9 Mhz, o projeto Domingueira Rock´n Roll, o inédito Rock no Presídeo e diversos eventos organizados no Parque da Lajinha.

    Outro projeto também que deu certo é a elaboração anual da revista JF Alternativa - Zine Cultural. “Em todas as nossas idéias o objetivo principal é divulgar a cultura alternativa de Juiz de Fora”, afirma Marquinho. A persistência da banda trouxe alguns patrocínios, como por exemplo, o apoio da Funalfa, através da Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura. A revista já caminha para a sétima edição e será lançada no Festival de Bandas Novas 2002 que já foi incorporado à cidade como atração a ser realizada todos os anos com o apoio da Prefeitura, semelhante ao que acontece com o Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga.

    De Patrulha 666 para Patrulha 66
    Quando começou a tocar, a banda era conhecida como Patrulha 666 até o dia em que os músicos foram impedidos de entrar em uma rádio evangélica em São Paulo, por causa do 666 que, segundo algumas religiões, refere-se ao número da besta. "A gente era garoto ainda e colocou o nome sem maldade nenhuma. Mas depois deste espisódio, decidimos alterar para Patrulha 66 e ficou até hoje", explica Marquinho.

    Festival de Bandas Novas
    A história do Festival teve início em 1998 com o nome Festival de Bandas do Pró Música, restrita aos alunos da escola. A iniciativa de Marquinho 66 agradou tanto que logo no início do projeto 21 bandas se inscreveram. No ano seguinte, a Funalfa apoiou o evento, permitindo a participação de outras bandas e denominando-o Festival de Bandas Novas. O objetivo era divulgar a nova geração do rock. Neste ano, participaram 42 bandas, reunindo cerca de dez mil pessoas e recolhendo seis toneladas de alimentos.

    O Festival continuou com a mesma empolgação em 2000 e, em 2001, a idéia recebeu o apoio da Lei Murilo Mendes e de patrocinadores locais. Este ano, a festa está programada para junho. Os participantes pagam uma taxa de inscrição e os vencedores ganham prêmios em dinheiro. As dez bandas finalistas gravam sua música no CD Bandas Novas, junto com Patrulha 66 e convidados.

    Um ano de fama...
    “O sucesso nunca foi meta principal da banda”, diz Marquinhos. Foi por isso que ele surgiu por acaso e não durou muito. Como o rock sempre foi o preferido dos músicos, eles resolveram "na brincadeira" experimentar o estilo adaptado à música sertaneja. A música de Leandro e Leonardo, "Pense em Mim", foi escolhida e abriu portas para que os cantores se tornassem conhecidos nacionalmente. A novidade levou a Patrulha 66, até então Patrulha 666 aos palcos do Domingão do Faustão, Raul Gil, Programa Livre, Jô Soares, Programa do Malandro, entre outros. “Nós não tínhamos muita noção do que estava acontecendo com a gente. Arranjamos um empresário e saimos viajando o Brasil todo. Todo mundo achava que estávamos rico, mas acabou rápido demais. Não tínhamos dinheiro para bancar o sucesso", lamenta.

    Gravações
    Além dos três LP´s Escute bem Alto, Jack Ninguém Quis e Revolution, a banda gravou o CD Alternativa (em 1997), com 13 bandas, o CD Bandas Novas 99 e 2000 ao vivo, o CD Invasão, (em 2001), com mais 15 bandas, CD Bandas Novas 2001, com 17 bandas, além de mais três CD´s do grupo: Não Dê Mole e Cidade Alternativa 1 e 2. O próximo CD será o lançamento do Bandas Novas 2002.


    Não dê mole
    Rap, Metal, Punk, Hardcore
    .

    Invasão
    17 músicas com participações

    Festival de Bandas Novas 2000
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