Saúde

Azeite é alimento que faz bem à saúde Apesar de conter vitaminas e prevenir doenças cardiovasculares,
o azeite não é indicado para quem quer emagrecer

Priscila Magalhães
Repórter
22/07/2008

Produzido exclusivamente a partir da azeitona, o azeite de oliva é largamente utilizado para temperar saladas, finalizar pratos e para frituras. Ele é rico em vitamina E e antioxidante, elementos que retardam o envelhecimento precoce.

Ainda entre os benefícios do azeite estão a prevenção de doenças cardiovasculares, absorção do cálcio, redução do colesterol ruim e aceleração das funções metabólicas, o que auxilia no emagrecimento.

Mas, apesar de haver essa aceleração, o azeite não é recomendado para quem quer emagrecer, pois possui alto teor calórico. "Uma colher de sopa, o que corresponde a 3ml, tem 108 calorias", diz a nutricionista Thaís Coutinho do Amaral.

A nutricionista explica que o azeite virgem e extra-virgem são produzidos da mesma maneira, a partir da compressão da azeitona a frio, sem alterar a natureza da semente. Entretanto, há diferença entre os dois. O mais indicado para o uso diário é o extra-virgem, que não apresenta adição de outro tipo de óleo.

Foto de azeite O extra-virgem é composto, em grande parte, por gorduras monoinsaturadas, que fazem bem à saúde. Além do azeite, elas são encontradas no peixe, nas castanhas e amendoim. "Quando pensamos em uma alimentação saudável, o ideal é substituir as gorduras saturadas, que fazem mal, pelas monoinsaturadas", explica Thaís. As saturadas são encontradas nos biscoitos e frituras, por exemplo.

Thaís alerta que em alguns azeites do tipo virgem há o acréscimo de óleo vegetal, aquele usado para cozinhar, como o óleo de soja. Por isso, a orientação é ter atenção aos rótulos. "Não podemos dizer que isso acontece em todos os casos. Ler o rótulo é uma boa saída, pois nele é possível saber se houve esse acréscimo pela quantidade de gorduras totais e monoinsaturadas".

No rótulo também estão as informações sobre as calorias. Quando há adição de outros elementos no azeite, o valor calórico do produto pode aumentar. "Os outros produtos adicionados também são calóricos, o que vai elevar o valor do azeite". Thaís alerta que o fato de vir escrito na embalagem que o azeite não tem colesterol não deve ser visto como um diferencial do produto, como muitos consumidores acham. "Nenhum óleo vegetal tem colesterol", afirma.

Foto de rótulo de azeite A acidez é outro elemento importante a considerar quando se fala em qualidade do azeite. O valor máximo permitido é de 0,8%. Neste caso, o produto ainda é considerado de boa qualidade. Acima dele, não se pode dizer o mesmo. "O produto tende a ser melhor quando a acidez é mais baixa que este valor e ele tende a ser menor quando o processamento é feito de forma correta", explica ela. A informação está presente no rótulo.

Por ser um produto composto, em grande parte, por gorduras benéficas, o azeite não é indicado para frituras. Neste caso, quando é aquecido a uma temperatura de 198ºC, ele pode se transformar em um produto que faz mal, pois suas gorduras monoinsaturadas se transformam em saturadas. A conseqüência é a produção de substância cancerígena, chamada acroleína.

Mais uma dica de Thaís para comprar um produto de qualidade é observar a embalagem. O mais indicado é dar preferência às embalagens escuras no lugar das transparentes. "Elas evitam a oxidação, conservando melhor o produto". Entretanto, entre as embalagens plásticas e de vidro não há distinção.

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