Transporte de animais em viagens
Anote as dicas para não estressar o seu animal de estimação
e curtir as férias ao lado do seu melhor amigo
Réporter
17/01/2007
| A viagem está programada, mas na hora de sair de casa bate aquela dúvida: devo levar meu animal de estimação? A pergunta é feita em muitas famílias preocupadas com a condição do animal. As escolhas variam de dono para dono, dependendo muitas vezes do comportamento do cão, gato ou pássaro. Há aqueles que se adaptam muito bem aos veículos e curtem a viagem com a família. Já outros, sofrem durante o trajeto, passam mal e dão um trabalhão aos donos, como se fossem crianças. |
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A dúvida pode se transformar em um transtorno, se as opções forem restritas.
Em alguns casos, para evitar o estresse na readaptação, é aconselhável
deixar os animais em casa com uma companhia. Se o seu bicho faz o estilo
"sociável", uma boa alternativa é o hotel para cães
(leia a matéria!). Mas, se você não quer desgrudar de seu pimpolho, a
solução é levá-lo para o passeio.
Para a viagem, a família optou por dar medicamento ao Xuxo, o mais velho e que sofre mais durante o trajeto. A medicação não foi necessária para Belinha, acostumada a andar de carro todos os dias. Já em Cabo Frio, a cadela se adaptou tão bem que até acordou a empregada para abrir a porta de casa para Afonso. "Tudo transcorreu bem e eles alegraram nossas férias", comemora o proprietário dos cães.
Viagem de carro
Um dos grandes problemas das famílias ao levar um animal para a viagem de férias é o trajeto. A médica veterinária, Edméia Andrade (foto ao lado), orienta que a viagem de carro só deve ser feita com animais adaptados ao veículo. "Se ele já está acostumado a andar de carro, a família não terá muitos transtornos", afirma. Para os não motorizados, a veterinária orienta que seja feita uma adaptação. "É só dar uma volta com o cão ou gato pelo bairro alguns dias antes de viajar", dá a dica.
Outro ponto importante é a alimentação. De acordo com Edméia, não deve ser fornecido qualquer alimento ao animal pelo menos duas horas antes da viagem. Dentro do carro, nada de rações, petiscos e biscoitos. Só carinho!
A acomodação do animal também é muito importante. Você não pode espremê-lo em um canto do carro, onde não haja ar e boas condições de temperatura. O ideal é levar cães e gatos no banco de trás e com a cabeça dentro do veículo. Você corre o risco de ser multado se colocar a cabeça do animal para o lado de fora, no meio da rodovia. Nos pet shops, já existem cintos de segurança apropriados.
Durante as paradas, assim como você precisa esticar as pernas, dar uma volta, ir ao banheiro e fazer um lanche, o seu bicho deve fazer também. Mas com uma ressalva: não dê comida a ele até chegar no local de destino. Na chegada, não se esqueça de alimentá-lo com porções pequenas, para evitar problemas. "Há pessoas que dão toda a comida que o animal poderia ter comido em um dia, o que não é aconselhável", orienta Edméia.
Para quem prefere medicamentos para aliviar enjôos, a orientação é procurar um veterinário, para evitar reações adversas.
Viagem de avião
Há alguns meses, para transportar cães e gatos no avião em viagens nacionais, o Ministério da Agricultura exigia a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), que, atualmente, foi substituída por um atestado de vacinação e saúde, ambos emitidos por um médico veterinário.
No caso de viagens para o exterior, é necessário solicitar Certificado Zoo Sanitário Internacional ao Ministério da Agricultura. O proprietário do animal também deve consultar o Consulado do país de destino para verificar quais as exigências para a entrada do animal.
Em geral, as companhias aéreas exigem o uso da caixa de transporte, aquelas "gaiolas" apropriadas para levar cães e gatos. Nessa hora, é importante também se lembrar da saúde do animal e realizar uma pequena ambientação com a caixa. "Cerca de dois ou três dias são ideais para uma adaptação", explica a veterinária.
No momento de escolher a caixa, observe se ela permite que seu animal se movimente no local e fique confortável. A caixa ideal é aquela em que o cão ou gato pode ficar de pé e se virar dentro dela.
É importante também consultar com a companhia aérea quais as dimensões e tipo de caixa de transporte, se há necessidade de sedação e reserva de número de animais por vôo.
Como adaptar o animal a caixa de transporte
Para fazer a adaptação de seu cão ou gato, coloque algum objeto que ele goste dentro da caixa e deixe-o por lá alguns minutos. Abra a porta e jogue petiscos e alguns brinquedos no local. Durante duas noites, tente fazê-lo dormir na caixa de porta aberta. Isso vai ajudá-lo a ficar mais tranquilo durante a viagem. Depois de tudo programado, é só curtir as férias!
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