Circuito do Ouro Riquezas naturais e culturais marcam o caminho percorrido em busca do grande protagonista brasileiro do século XVIII, o ouro
Colaboração
11/07/2007
Durante muito tempo o ouro foi motivo de grande cobiça no território brasileiro. O metal amarelo revolucionou o mundo e é personagem principal em vários capítulos da história do Brasil. Minas Gerais serviu como cenário para esse protagonista que, até hoje, continua valorizado.
Hoje, a cobiça gira em torno do percurso que esse protagonista percorreu no auge da época da mineração no Brasil, no século XVIII. A rota, que enriqueceu a coroa portuguesa naquela época, é o caminho que turistas do século XXI percorrem em busca de belas paisagens, aventuras, comidas típicas e contato com a historia da região.
O Circuito do Ouro é formado pelas cidades de Barão de Cocais, Belo Vale, Bom Jesus do Amparo, Caeté, Catas Altas, Congonhas, Itabira, Itabirito, Mariana, Nova Era, Nova Lima, Ouro Branco, Ouro Preto, Piranga, Rio Acima, Sabará, Santa Bárbara, Santa Luzia e São Gonçalo do Rio Abaixo. Cidades que guardam em seus casarões, igrejas, museus, festas tradicionais e gastronomia, a marca histórica de uma cultura diversificada que, ao longo do tempo, se consolidou como tipicamente mineira.
Variedade Natural
Localizada na área conhecida como Quadrilátero Ferrífero, o circuito dispõe de jazidas de ferro, ouro, bauxita e outros minerais. Ainda hoje, uma parcela da economia do Estado se baseia na atividade extrativista, feita através das grandes mineradoras e usinas siderúrgicas, ou mesmo por trabalhadores que vivem do extrativismo da forma mais tradicional.
A natureza parece mesmo ter concentrado grande parte de sua beleza nessa região. São cachoeiras, matas e paisagens que complementam a beleza diversificada desta região. O Parque Estadual do Itacolomy, o Parque Natural do Caraça e a Reserva da Biosfera são exemplos dessa peculiaridade.
O circuito do ouro revela, ainda, os aspectos culturais das cidades mineiras. O Barroco tem sua máxima expressão representada nos municípios que compõem o circuito. Ouro Preto é considerada a principal cidade, dada a grandeza de seu legado histórico, artístico e arquitetônico. A cidade foi considerada Patrimônio Universal da Humanidade junto com o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas.
A cultura da região
Não só de belezas naturais vive o circuito do ouro. Os habitantes da região dão fôlego ao ambiente cultural com manifestações que atraem visitantes de todo o país. Os exemplos mais tradicionais são a Semana Santa em Ouro Preto, Mariana, Congonhas e Sabará; o carnaval peculiar com as bandas e marchinhas, além dos cultos de sua arte popular que se aliam à gastronomia regional, a exemplo do Festival de Quitandas de Congonhas; do Festival do "Ora-pro-nóbis" de Sabará e Ouro Preto; da Festa do Pastel de Angu em Itabirito; do Festival do Bolinho de Feijão que acontece em Caeté; do Torneio Leiteiro de Santa Bárbara; da Festa do Vinho de Catas Altas; da Festa de São João em Barão de Cocais, entre outras.
O convite está feito. Grande parte do ouro já foi embora, mas o nosso protagonista nos deixou um legado enorme de riquezas que valem a pena serem visitadas.
*Guilherme Arêas é estudante de Jornalismo na UFJF
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