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Artigo A necessidade da prótese na deficiência auditiva |
"E vosso corpo é a harpa de vossa alma;
A vós pertence tirar dele música melodiosa
ou ruídos dissonantes."
Gibran K. Gibran
Pensando na importância da audição para o desenvolvimento da fala, da
linguagem, da comunicação e, conseqüentemente, na integração do indivíduo na
sociedade, podemos dizer que a privação auditiva pode gerar efeitos
importantes na vida de um ser humano. Além de dificultar muito o
desenvolvimento da fala e da linguagem, podemos atestar que as dificuldades
auditivas podem influenciar, também, no desenvolvimento dos processos
cognitivos, emocionais, escolares e sociais. Não podemos deixar de pensar,
também, nos efeitos da privação sensorial no cérebro. O que poderia
acontecer nas vias auditivas e córtex auditivo de uma pessoa que não ouve e
que conseqüentemente não utiliza estas áreas efetivamente?
Para que os efeitos da privação sensorial possam ser minimizados e para que o indivíduo com perda auditiva possa ser integrado ou re- integrado na comunidade, passaremos a pensar nas Próteses Auditivas. É claro que uma prótese não pode substituir uma orelha, mas pode auxiliar muito pessoas que por algum motivo não ouvem. É um dispositivo que tem por objetivo amplificar o som para que este possa ser entendido por pessoas que apresentem dificuldades em ouvir.
De uma maneira simplificada, podemos entender as próteses auditivas como um sistema que funciona da seguinte maneira: capta o som do meio ambiente, aumenta sua intensidade e o fornece, amplificado, ao usuário. Para que este processo aconteça torna-se necessário que a prótese auditiva possua um microfone (que capta o som e o transforma em energia elétrica), um amplificador (que aumenta a intensidade do som) e um receptor (que transforma o som novamente em energia acústica e o envia a orelha do usuário).
Como os deficientes auditivos têm algumas características particulares, pode
ser necessário modificar o som captado para que ele se torne mais adequado
ao indivíduo que usa a prótese. Desta maneira, a prótese auditiva pode
contar, também, com alguns outros controles que têm como objetivo melhorar a
qualidade do som amplificado.
Vários são os modelos de próteses auditivas existentes no mercado. A indicação do mais adequado é de responsabilidade do profissional médico ou do fononoaudiólogo, que atende ao cliente. Devemos lembrar, ainda, que antes de usar uma prótese auditiva, o indivíduo deve se submeter a um exame clínico com um médico otorrinolaringologista e a exames auditivos.
*Colaboração: Fga. Letícia Guedes Cintra
Professora de Audiologia IV
da
faculdade de Fonoaudiologia do CES/JF
Cal Coimbra
é psicóloga e fonoaudióloga especialista em voz
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