Saúde
Light ou Diet... eis a questão!
Você sabe a diferença entre light e diet? O consumo destes alimentos cresceu progressivamente nos últimos anos

Djenane Pimentel
22/07/2004

A nutróloga Alice Amaral fala sobre as diferenças entre os produtos light e diet e alerta para se ter atenção com os rótulos dos produtos

Veja!

Foto ilustrativa O consumo dos alimentos diet e light cresceu progressivamente nos últimos anos. As opções também, já que as prateleiras dos supermercados estão cada vez mais recheadas com esses produtos.
Existem iogurtes, chocolates, refrigerantes, sorvetes, pães, sal, leite condensado, doces, margarina e comida light e diet.

Trata-se de um mercado novo, que visa atender consumidores especiais e, cada vez, mais exigentes com a saúde. Porém, poucos destes sabem diferenciar um produto do outro.

Desde o início da comercialização dos alimentos diet, a maioria dos consumidores associaram esses produtos como sendo de baixo valor calórico e, conseqüentemente, permitidos para pessoas que precisam ou desejam perder os quilos extras. Depois, vieram os light e a confusão se formou. Mas, o que é um alimento diet? E um light? Que diferenças existem entre eles?

Produtos Diet
Foto ilustrativa

Estão erroneamente associados à baixas calorias. A classificação diet significa apenas que o produto é isento de um ou mais ingredientes da fórmula original ou que foram 100% trocados por outra substância.

Estes produtos foram criados para atender às pessoas que tenham restrição a algum tipo de substância, como os diabéticos, que não podem comer açúcares, ou os hipertensos, que não podem ingerir nada com muito sal.

Segundo a médica nutróloga, Alice Amaral, é importante ficar claro que nem todos os alimentos diet apresentam diminuição significativa na quantidade de calorias e, portanto, devem ser evitados pelas pessoas que querem emagrecer.

Um exemplo clássico é o chocolate diet, que apresenta teor calórico próximo do chocolate normal. O chocolate diet é indicado para as pessoas diabéticas, pois é restrito em açúcar (carboidrato), mas não para as que desejam reduzir o peso, já que no chocolate diet há uma maior adição de gordura, o que faz com que o seu valor calórico se aproxime do chocolate normal.

Produtos Light
Foto ilustrativa A primeira diferença entre o alimento diet e light está na quantidade que é permitida do nutriente. Enquanto que o diet precisa ser isento, o light deve apresentar uma diminuição mínima de 25% de nutrientes ou calorias em relação ao alimento convencional.

A segunda diferença é que o alimento light não é, necessariamente, indicado para pessoas que apresentem algum tipo de doença (diabetes, hipertensão, colesterol alto, etc). Este grupo deve buscar os produtos diet.

Se o alimento light apresentar eliminação total do nutriente, por exemplo, açúcar (refrigerante light), este poderá ser consumido também pelos diabéticos. "É sempre melhor optar por um produto que seja diet e light, ao mesmo tempo, para não correr riscos. Mas produtos assim ainda são poucos no mercado", informa a nutróloga, Alice Amaral.

Foto ilustrativa

A médica ressalta também que não se deve aumentar a quantidade consumida dos alimentos diet e light somente por se tratar de alimentos que apresentam redução de calorias ou de nutrientes, pois, neste caso, o alimento perderá sua finalidade, podendo até engordar. "Para evitar problemas, fique sempre atento aos rótulos dos produtos no momento da compra e consumo, para que eles atendam seus objetivos da melhor forma possível", alerta.

Confusão é fácil de acontecer, por isso, ler rótulos, observar as calorias e a composição dos alimentos é importante. Como esses produtos são mais caros do que os convencionais, você poderá estar gastando a mais por um alimento que não precisa ser substituído.

Dicas


  • Para emagrecer, ao ingerir os produtos light, você deve comer na mesma quantidade que você comia os produtos normais. Um grande erro é que as pessoas exageram no consumo do produto light e podem até engordar.

  • Não consuma abusivamente os produtos light que substituem o açúcar  por adoçantes, pois seu consumo exagerado pode trazer desconfortos gástricos. Planeje com seu médico a inclusão desses produtos na sua alimentação.

  • Ao consumir estes produtos, procure saber no rótulo qual ingrediente que está alterado em relação à fórmula original.
    Por exemplo, há queijos que perderam gordura, mas ganharam sal. Sendo assim, não devem ser consumidos por pessoas com pressão alta. Se tiver dúvidas, ligue para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), que fica no rótulo do produto.

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