Saúde
Gordura vegetal
Responsável pelo aspecto vistoso dos pratos, a gordura vegetal é tão prejudicial à saúde quanto a gordura de origem animal

Renata Cristina
*colaboração
30/05/2005

Com certeza você já comeu uma batatinha sequinha, crocante, daquelas de dar água-na-boca. E, além de saboreá-la, certamente, você pensou: "essa batata é mais saudável, porque está com menos gordura". Certo? Não, errado. Os alimentos enxutinhos, que se parecem com comidas de cinema, carregam consigo um veneno para a saúde: a gordura hidrogenada vegetal. Ela é responsável por este aspecto vistoso nos pratos do dia-a-dia, mas, ao contrário do que muitos pensam, "é tão prejudicial à saúde quanto a gordura de origem animal, ou seja, a gordura saturada", afirma o nutricionista Renato Moreira Nunes.

Em geral, todos os produtos industrializados contém gordura hidrogenada, como é o caso dos biscoitos, bolos, chocolates, sorvetes, margarinas, salgadinhos, empanados, comidas de fast-food, coberturas, molhos de salada, maionese, rocamboles, cookies e rosquinhas. E já que esses itens são consumidos por todas as faixas etárias, fica difícil elaborar uma dieta adequada. Para Nunes, a alternativa está na produção caseira de alimentos com um menor teor de gordura. "O importante é lembrar que a gordura faz parte da dieta e não pode ser excluída da mesa", ressalta.

Entenda o processo
As gorduras vegetais foram "criadas" para substituir as animais, reduzindo o custo dos alimentos industrializados. Nunes esclarece que na verdade, não existem gorduras vegetais, mas óleos. Para que estes se transformem em gorduras é preciso que seja feito o processo de "hidrogenação". "Por isto a gordura que comemos se chama gordura hidrogenada, porque ela fica sólida (não é mais um óleo) e apresenta mais gordura saturada que antes", diz.

Normalmente, a gordura saturada vem de origem animal e da gordura de coco (exceção) e os óleos são normalmente de origem vegetal. "Quando hidrogenamos os óleos eles ficam saturados e viram gordura. O grande problema é que neste processo se forma um outro tipo de gordura que é chamada de trans, que possui uma formação muito parecida com a gordura saturada", destaca.

Vilãs da alimentação
A nutróloga Alice Amaral explica que as gorduras trans possuem uma ação semelhante às de origem animal e, portanto, são capazes de aumentar o nível do colesterol ruim, o LDL. "Com a ingestão exagerada desses alimentos, crescem também os riscos cardiovasculares", esclarece. Ainda assim, as trans possuem uma ação teratogênica, ou seja, auxiliam na formação de células cancerígenas.

De acordo com Nunes, as gorduras hidrogenadas vegetais não podem ser consideradas mais naturais. "Uma vez que os óleos são hidrogenados perdem os aspectos benéficos à saúde que possuíam, ficam com um risco apenas um pouco menor do que a gordura saturada em provocar problemas cardiovasculares, mas é importante lembrar que isto só acontece quando se ingere gorduras em excesso ou se existir uma pré-disposição genética para isto".

Alimentação alternativa
Para driblar as gordurinhas vilãs, Alice recomenda "uma alimentação mais natural possível. Aumente a ingestão de fibras, opte por arroz integral, verduras, frutas, aveia e cereais matinais.

Troque o leite gordo por um destanatado, evite frios e carnes gordurosas". Outra dica importante é evitar o aquecimento dos itens que possuem gordura vegetal.

"O azeite extra-virgem se transforma um veneno, se aquecido". O mesmo vale para óleos vegetais, a base de nozes, canola, castanhas. E a nutróloga alerta: "Para cada indivíduo, o consumo de óleo mensal deve ser de meio litro por mês".

Nunes calcula que de toda gordura que comemos (30% das calorias, cerca de 450 calorias diárias em média) 10% no máximo deve ser de gordura saturada (gordura animal, manteiga e gordura contida nas carnes), 10% de gordura monoinsaturada (principalmente o azeite, canola e açafrão, os chamados ômega 9) e 10% dos poliinsaturados ( ômega 3 = óleo de linhaça de pescado, de atum, salmão e arengue e os ômega 6 = milho, soja, algodão e girassol).

"É importante não abusar do consumo de ácidos graxos poliinsaturados, pois seu excesso também é prejudicial á saúde. A diminuição do consumo de lipídios (gorduras - principalmente em dietas feitas por leigos) abaixo de 20% do valor calórico, diminui a produção de hormônios anabolizantes endógenos, o que pode diminuir a massa magra (músculo) e conseqüente provocar uma diminuição do metabolismo, levando o indivíduo a ganhar peso ao longo do tempo, ao invés de perder", diz.

Comentários

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Luciano de Assis: Agora podemos alimentos com uma gordura saudável NÃO, Hidrogenada feita de Palma. Esta empresa Italiana que tem um processo de fazer gordura vegetal sem Hidrogena-la, esta empresa chama-se Master Martini e já esta com venda no Brasil. www.unigra.it. Confira!!!

Igor Machado Moreira: como pode criamos veneno para nos mesmo deveria de ser proibido

Marcelo Araujo: industrias só tem um objetivo: lucrar. não se importam com a saúde alheia. isso cabe a nós mesmos colocar na nossa rotina alimentos naturais enquanto ainda é possível.

Rock Lima: valeu pessoal foi muito bom a dica,.

Manoel Jose Dos Santos: parabéns por nos dar informações que ajuda na nossa saúde!

Camila Juliana: # tudo muito interessante e fundamental #

Samuel Tenorio de Barros: Me enganei, achava eu que a gordura hidrogenada era a melhor.

Gleyce Kellen Bertilho: Antigamente quase nao tinha infarto ou derrame, todos comiam banha de porco,hoje comem oleo de soja existe milhoes de pessoas se infartando, quanto mais se estudao hoje mais burros ficam esses idiotas nao sabem de nada, soja so tem agrotoxico e nada mais.

Ismar Junior: comecei usar banha de porco, me senti até melhor, eu acho que a banha só se usa uma vez, e o óleo dependendo da quantidade usamos umas 3 a 4 ou mais nas frituras se transformando em combustível veicular, á testei na van, funcionou sem engasgar.

Ivanir Souza: rsrs

Lorival Lourenço: Comentar...eu devo ou nao uzar