Osteoporose
Doença atinge três a cada cinco mulheres com mais de 50 anos.
Saiba como se cuidar para escapar dessa estatística
Repórter
19/10/2006
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Nesta sexta-feira, dia 20 de outubro, comemora-se o Dia Mundial de Combate à Osteoporose. A data é simbólica para muita gente, já que no Brasil praticamente dez milhões de pessoas possuem a doença.
Em bom português, osteoporose, como o próprio nome diz, significa ossos porosos, o que resulta em ossos mais fracos, frágeis e com dificuldades regeneração. A doença não é específica da terceira idade, mas se manifesta em sua grande maioria nos "mais experientes".
Isso porque o surgimento da osteoporose está diretamente ligado a questões hormonais, que acabam sofrendo mais "perdas" quando a pessoa envelhece. Vejamos o caso por exemplo da mulheres, maiores afetadas pela doença - estudos provam que três a cada cinco mulheres tem osteoporose depois dos 50 anos.
Com a chegada da menopausa, as reações hormonais diminuem a quantidade de estrógeno e progesterona no organismo delas. Esse hormônios, ajudam a regular o metabolismo do cálcio, que é o principal responsável pela estrutura e manutenção dos ossos.
No caso dos homens, essa mudança hormonal, de metabolismo, acontece um pouco mais tarde - a partir dos 60 anos - e também de forma diferenciada. Por isso eles escapam mais das estatísticas da doença: pesquisas mostram que um a cada cinco homens possuem osteoporose.
Além da mudança metábólica, o nutricionista Gilson de
Oliveira (foto), destaca
ainda outros fatores para que uma pessoa tenha osteoporose na terceira
idade. "Há uma propensão genética que certamente pode potencializar o
aparecimento da doença, mas há também questões ligadas ao ambiente que a
pessoa vive".
Como destacou o nutricionista, uma pessoa que possui uma alimentação desbalanceada e que não se cuida ao longo da vida, pode esperar por mais dificuldades com o passar dos anos. A velha máxima de somos o que comememos tem lá suas grandes verdades.
Com relação à osteoporose, Gilson destaca que não há estudos que comprovem que a ingestão do cálcio (cuja ausência é a causa da doença) ingerido na quantidade correta, só durante a terceira idade, resolva o problema. Comentando o fato de muita gente se "encher de leite" quando descobre que está com falta de cálcio, o nutricionista mais uma vez esclarece: "o corpo só absorve o que ele precisa. Não adianta tomar dez copos de leite, que não vai adiantar".
O nutricionista lembra que todas as medidas tomadas durante a vida com relação à osteoporose são preventivas, e que devem começar o mais cedo possível. "O osso é um tecido vivo. Ele é dinâmico. As células, a grosso modo, 'põem' e 'tiram' cálcio no osso ao longo da vida. Aos 20 anos de uma pessoa, ele já está praticamente formado. A partir daí, a tendência é que as células que 'destroem' estejam em maior número que as que constroem".
Alimentação saudável para a osteoporose
As regras para a alimentação preventiva da osteoporose ou feita quando já se tem a doença é praticamente a mesma. A diferença está somente nos reforços alimentares para cada caso específico a ser tratado, que deve ser prescrito por um nutricionista.
Para o santo prato de todo dia, vale investir em uma alimentação rica em cálcio e vitamina D. Anote para não esquecer: queijo, leite, iogurte não podem faltar na alimentação diária de quem quer amenizar os sintomas da deficiência.
A vitamina D, encontrada em alimentos como manteiga, ovos entre outros de origem animal vai precisar da sua ajuda em uma ação muito simples: tomar um banho de sol diário. É que como explicou Gilson Oliveira, os alimentos tem "potencialidades" de vitamina D, e para que a vitamina se "transforme" é preciso que a pessoa se exponha ao sol.
Dica: Se expor ao sol não é o mesmo que andar no sol. É sentar e esperar.
Claro, nos horário indicado, que fica antes das 10h e depois das 16h. Se
você acha que anda pela rua e isso já te faz tomar sol, Gilson desmistifica:
"esse sol" não vale.
O vegetais verde escuros também não podem faltar na mesa. Abasteça a prateleira de brócolis, espinafre, couve e tudo mais que tiver essa coloração. Mais saúde para o presente e para quando o seu corpo precisar de reforços.
Invista em exercícios físicos
Exercícios físicos são aliados de uma boa alimentação na hora de combater a osteoporose. A atividade física faz com que o organismo funcione melhor, ativa e aumenta as funções das células ósseas. O resultado? Ossos mais saudáveis e massa muscular mais propensa a protegê-los.
Assim como acontece com a alimentação, também é recomendado que a prática de exercícios físicos para quem quer prevenir a doença comece logo cedo. Para quem já está em idade mais avançada, o professor de educação física, Israel Teoldo da Costa, recomenda; "o efeito do exercício sobre o tecido ósseo é localizado e depende da intensidade, tipo, freqüência e duração da atividade física, sendo mais benéficas as atividades que suportem peso, como a caminhada, o correr ou o "jogging".
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