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Artigo Doença de Alzheimer
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Atualmente, não é tão raro conhecer ou ouvir falar de uma pessoa que
esteja vivenciando um processo de Doença de Alzheimer (D.A.). Em
qualquer bate papo em que surja o assunto referente a D.A., alguém sempre
tem um exemplo de um amigo ou familiar idoso que esteja apresentando
sintomas desta doença.
Esse fato, remete ao questionamento de quais seriam as razões para o surgimento de tantos casos de D.A na atualidade. A resposta para essa pergunta é bastante simples. Dessa forma, sabe-se que a D.A. é um comprometimento associado à idade avançada, sendo bastante incomum antes dos 50 anos, mas podendo afetar metade das pessoas na faixa dos noventa anos. Acrescentando a esse fato, o aumento da expectativa de vida, fazendo com que cada vez mais pessoas atinjam a faixa dos 80 ou 90 anos, explica o fato de surgirem mais pessoas com D.A.. Ou seja, nos dias atuais, muito mais indivíduos atingem uma idade em que têm probabilidade de mostrar sinais de D.A..
A Doença de Alzheimer, descoberta por Alois Alzheimer, encontra-se,
atualmente, no rol dos comprometimentos cerebrais irreversíveis mais temido
e mais prevalecente entre os idosos. Especificamente, a D.A. é um
transtorno cerebral degenerativo progressivo que pouco a pouco
destitui as pessoas de inteligência, consciência e mesmo de sua capacidade
de controlar as funções corporais.
Nesse sentido, a D.A. é uma doença que provoca deficiência cognitiva, afetando principalmente a memória necessária para reter novas informações. À medida que a doença evolui, várias outras funções cognitivas, como orientação, linguagem, julgamento, função social e habilidade de realizar tarefas motoras também declinam.
Os pacientes com Doença de Alzheimer têm dificuldade com o pensamento, com os padrões de comportamento e na realização das atividades de vida diária. Apesar disso, é muito importante não confundir pequenos declínios nessas áreas que, habitualmente estão associados ao envelhecimento normal, com os comprometimentos mais severos advindos da D.A.. Esta só é configurada como tal a partir da definição de perdas múltiplas das funções cognitivas de forma conjunta.
Não foi identificada, até hoje, uma causa específica para a D.A..
Acredita-se que a D.A. possa ser herdada, ou seja, genética, principalmente,
quando se analisa os tipos de aparecimento mais precoce.
Além disso, nos tipos mais tardios, pode-se atribuir a causa a fatores externos, como por exemplo, a exposição freqüente a alumínio e zinco. A exposição a esses materiais tem sido associada às alterações do tecido cerebral que ocorrem na D.A., porém não há evidências diretas que liguem a exposição física a esses metais com a doença.
Alguns sinais discretos podem indicar o aparecimento da doença, tais como truncar recados de telefone, problemas no uso de palavras, incapacidade de jogar uma partida de cartas, ou mesmo episódios repentinos de extravagância. É importante a detecção antecipada do aparecimento da doença para que se possa suavizar ao máximo seus sintomas, uma vez que a D.A. ainda não apresenta cura estabelecida.
Os dados acima mencionados foram extraídos das seguintes obras:
- Desenvolvimento Humano. Papalia e Olds. Artmed. 2000
- Doença de Alzheimer - Perguntas e Respostas
Ainsen, Paul S.; Marin, Deborah B.; Davis, Kenneth L. Atlas Medical Publishing Ltd. 2001
Denise Mendonça de Melo
é psicóloga, formada pelo
Centro de Ensino Superior
de Juiz de Fora.
Saiba mais clicando aqui.
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