Mistura de peteca com tênis vai virar moda em JF
Ana Letícia Sales
12/02/03
Uma nova modalidade esportiva está prestes a chegar em Juiz de Fora. É o
Badminton, um esporte que mistura peteca com tênis. Jogado em
ginásios cobertos, além do prazer esportivo, o Badminton também traz ótimos
resultados para quem quer manter a forma. De acordo com o professor de
educação física, Roberto Carlos Lacordia (foto à direita), que está trazendo a novidade para
Juiz de Fora, o Badminton pode ser praticado por qualquer pessoa, de todas as idade,
inclusive crianças. "Vamos criar cursos para adultos e crianças, sendo que
para os adultos serão realizadas aulas individuais e para as crianças vamos
formar turmas de quatro a seis jogadores, como também acontece no tênis",
explica Roberto.
De onde vem o jogo
Segundo os estudiosos, o Badminton teve sua origem, há cerca de dois mil
anos, na Grécia. Lá existia um jogo chamado "Tamborete e Peteca" (Battledore
and Shuttlecock) que era jogado por adultos e crianças. O jogo tinha como
objetivo rebater uma peteca com tacos, sem deixar ela cair no chão. Muitos
anos depois o esporte foi incorporado na Índia e batizado de "Poona".
Oficiais ingleses de passagem pela Índia gostaram do jogo e o levaram para a Europa. No século XVII o "Poona" já havia se espalhado pelo continente europeu. Foram encontradas algumas evidências de que o "Poona" também era jogado na América colonial. O jogo passou a se chamar Badminton quando, em 1870, uma nova versão do esporte foi jogada na propriedade de Badminton, na Inglaterra.
Federações e campeonatos
Em 1934 foi fundada a Federação Internacional de Badminton (IBF), com nove
membros: Canadá, Dinamarca, Escócia, França, Holanda, Inglaterra, Nova
Zelândia e País de Gales. Nos anos seguintes
mais países se tornaram membros, especialmente após a estréia do esporte nas
Olimpíadas de Barcelona, em 1992. Hoje em dia, existem 130 países membros
da IBF.
Existem, atualmente, seis torneios principais promovidos pela IBF: Thomas Cup (campeonato mundial masculino de equipes), Uber Cup (campeonato mundial feminino de equipes), Sudirman Cup (equipes mistas), World Championship, World Juniors e World Grand Prix Finals. No Brasil, o Badminton passou a ser praticado de forma competitiva a partir de 1984, com a realização da I Taça São Paulo, organizada pela Associação Paulista de Badminton. Em 1993 é criada a Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) cujos os fundadores são a Federação Paulista de Badminton, a Federação Catarinense de Badminton e a Federação de Badminton de Brasília.
Roberto Lacoste conheceu o Badminton no Rio de Janeiro, onde faz mestrado em Treinamento Desportivo. Ele quer promover campeonatos de Badminton na cidade e região. Mas além de promover a formação de atletas, Lacoste pretende também fazer um trabalho esportivo que melhore a qualidade de vida das pessoas. "Queremos conscientizar as pessoas de que é possível fazer exercícios com prazer, combatendo os males do sedentarismo como o excesso de peso e o stress", completa Roberto.
Como é o jogo
As raquetes (foto à esquerda) podem ser de vários materiais, desde carbono,
cerâmica até alumínio ou aço. Elas são muito leves, pesando cerca de 90
gramas. As petecas são de cortiça, couro e penas de ganso, com peso fica
em torno de 5g. A rede tem altura de 1,55m. E a quadra é bem
menor que a de vôlei ou basquete. Suas medidas são: 13m40 x 6m10, enquanto a
quadra de vôlei tem 18m x 9m.
O esporte pode ser disputado individualmente ou entre duplas, inclusive mistas. "Podemos colocar homens e mulheres disputando o Badminton", conta Roberto, o que democratiza ainda mais o esporte. A técnica do jogo se assemelha ao tênis, ou seja rebater a peteca através da rede com as raquetes. A dinâmica é mais parecida com o volêi, já que a peteca não pode cair no chão e nem fora da quadra.
Para competir no Badminton, o ideal é ter um bom reflexo e coordenação motora, pois é um esporte de explosão. A peteca pode alcançar quase 300 km/h.É mais veloz que o saque mais rápido do tênis. Em cerca de 20 segundos, chega-se a bater na peteca entre 40 e 50 vezes. Badminton exige constante atenção. Além de exigir um grande esforço físico, já que o praticante terá que correr, saltar e virar bruscamente. Durante uma partida, chega-se a correr quase dois quilômetros. Podem ser queimadas 468 calorias praticando uma hora de Badminton.
Mas Roberto explica que os jogos também podem ser mais lentos, de acordo com
o gosto do praticante. "Tudo depende da abertura que se dá à peteca (foto à
direita). As
penas da peteca podem ficar mais abertas ou fechadas, de acordo com a
velocidade que se quer no jogo", afirma. Por isso, esse esporte também pode
ser praticado por idosos e crianças, já que é possível fazer jogos mais
lentos, que não necessitam de tanta correria. Segundo Roberto, não existem
contra-indicações para praticar o esporte. "Qualquer pessoa que queira fazer
uma atividade física, seja um idoso ou um jovem, deve sempre fazer uma
avaliação médica antes de começar a praticar", adverte.
Se você quer saber mais sobre o Badminton ligue para 3218-3049.
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