Saúde


Artigo
Refluxo Gastroesofágico (RGE)
::: 16/11/2004

Foto ilustrativa - www.dlh.lahora.com.ec O refluxo gastroesofágico, também conhecido como RGE, nem sempre é considerado como patológico, a não ser quando existem sintomas variados e alterações anatômicas, sendo, nestes casos, considerado como Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).

O esôfago é um tubo muscular. Sua principal função é levar o alimento da boca até o estômago. As suas extremidades são compostas de dois esfíncteres musculares, o esfíncter esofágico superior (EES) e o esfíncter muscular inferior (EEI).

Até o alimento chegar ao estômago, ele passa por processos de mastigação e deglutição. Na mastigação, primeiro mordemos o alimento e, em seguida, o trituramos para que ele se transforme em bolo alimentar homogêneo, facilitando a deglutição. Essa fase acontece pelo controle voluntário.

A deglutição é considerada a passagem ativa do alimento que está na boca para o estômago, seguindo pela faringe e esôfago. Após o alimento ter sido preparado, inicia-se a fase oral, voluntária e reflexa. Quando o alimento chega à faringe, a fase caracteriza-se involuntária. A próxima fase, faríngea, é mais rápida. Neste estágio da deglutição, o alimento passa da faringe para o esôfago.

Foto ilustrativa - http://www.nlm.nih.gov Há dois tipos de refluxo: o gastroesofágico e o gastroenterológico. Eles apresentam mecanismos e manifestações diferentes na pessoa acometida pelo refluxo. Nos pacientes que apresentam o refluxo gastroenterológico, a disfunção está no esfíncter esofágico inferior.

No caso do paciente apresentar disfunção do esfíncter esofágico superior, o caso deverá ser tratado pelo médico otorrinolaringologista. Neste caso, por exemplo, o refluxo atinge as vias aéreas superiores, podendo ser conhecido como refluxo laringofaríngeo, quando o conteúdo gástrico chega até o laringe e faringe. É considerada uma sintomatologia atípica no trato aerodigestivo.

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) vem sendo amplamente estudada e discutida por profissionais da saúde, médicos e fonoaudiólogos. Pessoas que apresentam alterações vocais devem procurar o médico otorrinolaringologista para avaliação precisa, pois é possível que haja presença do RGE.

Foto ilustrativa - http://estaticos.elmundo.es O refluxo pode vir a atingir as vias aéreas superiores, irritando a mucosa e provocando alterações laríngeas com freqüentes alterações vocais, chamadas Disfonias, e desconforto para o cliente. Otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos têm encontrado em sua prática clínica clientes disfônicos (em geral, rouquidão) queixando-se também de Refluxo Gastroesofágico.

Alguns fatores como a cafeína, chocolates, menta, alguns medicamentos, alimentos com gorduras desencadeiam ou agravam o RGE. O tabaco e o álcool também podem facilitar a instalação e manutenção do RGE. A xerostomia - secura excessiva da boca -, devido à idade, ou ao uso de medicamentos, pode contribuir para o aparecimento do refluxo.


Cal Coimbra
é psicóloga e fonoaudióloga especialista em voz
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