Cidade
Aniversário da cidade

Juiz de Fora tem motivos para
comemorar seus 149 anos?

Colaboração:Emilene Campos
26/05/99

No dia 31 de maio, Juiz de Fora completa 149 anos. Em meio à crise econômica que o país atravessa, será que a cidade teria razões para festejar este aniversário? Para o Prefeito Tarcísio Delgado, a principal razão para celebrar a data é a abertura de novos postos de trabalho, como o Carrefour, o Call Center e a Mercedes Benz. O diretor do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (CRITT), Maurílio da Costa Souza, acredita que os últimos cinco anos foram determinantes para o desenvolvimento da cidade. “A vinda da montadora Mercedes-Benz, por si só, não trouxe tantos benefícios, mas criou um clima de otimismo, que abriu os olhos dos investidores para a potencialidade de Juiz de Fora”, afirma o diretor.

Já o Coordenador do Setor de Qualificação Profissional do Programa de Geração de Empregos e Renda da Secretaria do Estado, Paulo Mariano, não encara com tanto otimismo a situação do emprego em Juiz de Fora. Ele cita algumas empresas que foram fechadas recentemente como a Facit, Schmidt Embalagens** ["Em novembro de 2001, foi autorizada, em decisão inédita no país, a reabertura da empresa (...)". Saiba mais no fim da matéria] e a Fábrica de Cobertores São Vicente. “Em relação a outras cidades do país, Juiz de Fora sai na frente correndo atrás do prejuízo”, admite Paulo Mariano.

Embora o município ainda não disponha de uma pesquisa sobre a relação emprego-desemprego, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho revelam que no setor industrial a taxa de desligamentos (6721) em 1998 em Juiz de Fora foi maior que a de admissões (6313). Mas o comércio e a prestação de serviços apresentaram índices positivos. No comércio, 928 pessoas foram empregadas e no setor de serviços, 292.

Além de atrair investidores de outros estados e países, Juiz de Fora vem incentivando a criação de empresas de base tecnológica. Programas como o Agrosoft, Gênesis e Techgeraes oferecem recursos financeiros e apoio tecnológico e empresarial a este tipo de iniciativa. Apesar disso, o Diretor do CRITT afirma que “faltam incentivos fiscais e facilidades de instalação, como a criação de um parque tecnológico, para que as empresas possam se desenvolver”.

O Prefeito explica que já existe um projeto para construção do local apropriado para este tipo de empresa: o Centro Contemporâneo. O Banco do Povo, que oferece financiamento às pequenas empresas, também foi citado como uma das alternativas aos empreendedores.

Se há polêmica em relação aos setores econômicos e tecnológicos, no cultural a situação é diferente. Um dos destaques é o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga. Organizado pelo Centro Cultural Pró-Música, Av. Barão do Rio Branco, 2329. O evento integra o calendário nacional de música erudita e vem projetando Juiz de Fora para o cenário mundial. O festival reúne mais de 1000 artistas, entre professores, estudantes e concertistas.

Além do resgate da memória musical do Brasil Colônia, as apresentações já se constituem numa opção de lazer para o juizforano, durante o mês de julho. A diretora do Centro Cultural Pró-Música, Maria Isabel de Souza Santos, sente-se gratificada com a resposta da população: “Juiz de Fora está respondendo ao trabalho realizado, reconhecendo o que é feito pela entidade”. As exposições que acontecem na Galeria do Pró-Música já fazem parte da agenda do juizforano. Com o Projeto “Arte em Suas Mãos” a mostra de quadros e esculturas são renovados periodicamente, dando oportunidade aos artistas locais de mostrarem seus trabalhos.

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A Schmidt Embalagens Ltda., empresa fundada em março de 1942, teve sua falência decretada em 1997. Em novembro de 2001, foi autorizada, em decisão inédita no país, a reabertura da empresa, tendo em vista a sua inegável capacidade de recuperação, mormente em razão da tradição em qualidade no ramo de embalagens, reconhecida nacionalmente.

Atualmente, ainda em fase de reestruturação e recuperação, a empresa, sempre fiel às suas raízes, continua a ofertar vagas no mercado de trabalho local, gerando cerca de 100 empregos diretos, além daqueles chamados indiretos: prestadores de serviços, representantes comerciais, fornecedores.

O resultado do trabalho desenvolvido atualmente pela empresa veio através dos certificados SuperFor, emitidos aos melhores fornecedores do país (junho/2005); certificado ISSO 9001:2000 (em maio/2006); do Prêmio Mineiro de Excelência Gráfica, por dois anos consecutivos (2005/2006) e da participação como finalista do Prêmio Nacional Fernando Pini (novembro/2006), além de ter sido obtido o licenciamento ambiental.

No disputado mercado de embalagens, a Schmidt tem provado seu potencial, superando com competência as dificuldades enfrentadas por toda a indústria nacional, demonstrando, a cada dia, que qualidade, confiabilidade e eficiência são competências que não se apagam com o tempo.

Texto enviado pela Schmidt Embalagens Ltda., em 21 de agosto de 2007, publicado na íntegra

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