Segunda, 15 de maio de 2007, atualizada às 18h32
Na próxima quarta-feira, dia 16 de maio, policiais civis de Juiz de Fora e região viajam para Belo Horizonte para participar de uma manifestação estadual que objetiva chamar a atenção do governo em relação a greve que está prestes a completar 15 dias.
De Juiz de Fora, saem dois ônibus com policiais civis e famílias de militares e bombeiros. Em frente ao palácio da Liberdade, a partir das 15h, o grupo promete se vestir de preto para fazer uma "panelaço" e chamar a atenção do poder público.
Segundo o representante regional do Sindicato de Policiais Civis de Minas Gerais (Sindpol) da Zona da Mata, delegado Marcelo Armstrong (foto acima), saem também da Zona da Mata ônibus com representantes de Barbacena, Muriaé, Leopoldina, Ubá, Congonhas e Conselheiro Lafaiete.
Na última sexta-feira, dia 11, houve panfletagem dos policiais civis no Calçadão da Rua Halfeld para orientar a população em geral sobre o objetivo do movimento e suas pretensões. Na última quinta, houve paralisação praticamente total de todos os serviços, no dia que ficou classificado como Apagão da Segurança Pública
No dia do apagão, cerca de 70 policiais, também doaram sangue no Hemominas
para contribuir com a situação de
déficit de doadores que a instituição está enfrentando. "A doação também foi simbólica. Tentamos
mostrar que estamos oxigenando o nosso movimento e nossas reivindicações"
, observou Armstrogn.
Segundo o representante do Sindpol, o movimento é classificado até o momento como satisfatório, sendo que a adesão na cidade também tem conseguido números muito expressivos. A notícia que o movimento tem é de que o governo, que até agora não se posicionou para negociações, está prestes a ceder, mas que a área técnica do setor público coloca objeções.
Armstrong ressaltou mais uma vez que o movimento grevista só deve acabar quando"os profissionais forem valorizados e não mais tratados sem dignidades pelo governo".
Isso porque, de acordo com informações do delegado, o estado de Minas é hoje o 26º em remuneração de todo o país, quando a promessa de Aécio era de que eles fossem os 3º mais bem pagos da federação. A categoria pede por reajuste de 19,66% e melhores condições de trabalho.