Cidade

Funcionários da Caixa estão divididos na greve Bancários que continuam trabalhando não atendem o público comum,
apenas os clientes especiais e a população reclama


Renata Solano
*Colaboração
04/10/07

Os bancários da Caixa Econômica Federal, de Juiz de Fora, se reuniram na tarde desta quinta-feira, dia 04 de outubro, para protestarem pelo plano de cargos e salários (PCS) e isonomia. Apesar dos demais bancários terem aceito a proposta da Fenaban, os funcionários da Caixa não entraram em acordo. Segundo o presidente do sindicato dos bancários, Marcos Louzada, eles ainda não obtiveram nenhuma resposta. "Por isso, hoje continuaremos com o movimento o dia inteiro", afirma.

Mas nem todos os funcionários da Caixa aderiram à greve o que, segundo o sindicato, enfraquece um pouco o movimento. A auxiliar de departamento pessoal, Renata Seoldo, diz que tentou entrar para resolver sua pendência a respeito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para fazer a rescisão onde trabalha e encontrou dificuldades. "Ninguém quis me atender, os seguranças nem olham na minha cara. Tem gente lá dentro, mas só atendem clientes bons", desabafa.

Sobre isso, os funcionários que aderiram ao movimento criticam e se reúnem para fazer com que todos os outros clientes sejam atendidos. "É um absurdo. Quem está lá dentro está recebendo, enquanto quem está lá fora tem seu dia descontado. Ou eles aderem ao movimento, ou então recebem o público sem nenhuma distinção, se estão recebendo, devem trabalhar", alerta o presidente do sindicato dos bancários.

funcionários com nariz de palhaço faixa de reivindicação pipoqueiro

Para manifestação, os funcionários usaram nariz de palhaço e distribuíram pipoca para expressarem a indignação frente às negociações. "A pipoca representa a greve, que já está pipocando", revela o funcionário do HSBC, Carlos (Paulista). "O nariz vermelho é a forma de os bancários criticarem a maneira como estamos sendo tratados, como palhaços", explica Louzada.

As reivindicações

"Queremos que a diretoria da Caixa apresente uma proposta específica para seus funcionários, e garanta o pagamento da convenção assinada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)", afirma Marcos.

"O maior problema é na participação dos lucros, porque a Caixa diz que não vai pagar o mesmo Índice de Retorno sobre o Patrimônio Líquido (IRPL) que os demais bancos", afirma o diretor dos bancos privados e participante das negociações com integrantes do comando dos bancários, Carlos Alberto Nunes (no vídeo).

*Renata Solano é estudante de Comunicação Social da UFJF