Cidade
Quinta-feira, 30 de outubro de 2008, atualizadas às 16h10
ANTT não garante que ônibus interestaduais voltem a parar em área urbana de Juiz de Fora
Repórter
Mesmo diante da insatisfação dos usuários do transporte coletivo interestadual, a assessoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não garante que os ônibus voltem a parar em pontos urbanos em Juiz de Fora.
Um abaixo-assinado solicitando a autorização para as paradas em perímetro urbano foi entregue ao órgão fiscalizador e, segundo sua assessoria de imprensa, o documento foi encaminhado ao setor responsável. Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Professores (Sinpro), Roberto Cupolillo, que mobilizou a categoria, 500 assinaturas foram coletadas em dois dias.
"Os professores que viajam para trabalhar nas cidades do Rio próximas a Juiz de Fora
estão ficando prejudicados, porque têm um gasto a mais para chegar à rodoviária e,
também, com a taxa de embarque."
A medida também está atrapalhando a vida profissional
dos professores.
"Como têm que andar uma distância grande até a rodoviária, às vezes, perdem o
ônibus e chegam atrasados às aulas. Alguns estão pensando em largar o emprego"
, completa.
Segundo a assessoria da Agência, a parada em pontos que não consta na legislação e nunca foi autorizada, por isso a proibição não é uma medida nova. A ANTT ainda explicou que é responsabilidade do município definir onde os ônibus vão parar, entretanto, algumas determinações devem ser observadas para que a parada seja autorizada.
Segundo o decreto 2.521, de 20 de março de 1998, sobre a exploração, mediante
permissão e autorização, de serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional
de passageiros, expõe que "os terminais rodoviários, públicos ou privados, e os pontos de parada
deverão dispor de áreas e instalações compatíveis com seu movimento e
apresentar padrões adequados de segurança, higiene e conforto."
Essa foi a uma das explicações
enviadas à Prefeitura, por meio de Ofício, quando houve a proibição.
Segundo o documento, as paradas não oferecem proteção a passageiros e motoristas e
dificulta a análise de passagens e documentos.
A assessoria da ANTT ainda informou que, se a parada em perímetro urbano for necessária, um terminal deve ser construído e, se ele atender à legislação, terá a autorização da agência reguladora.
Cupolillo é otimista e diz que uma cópia do abaixo-assinado foi entregue a três diretores
da ANTT em Teresópolis. "Eles ficaram de analisar a situação e disseram que havia
possibilidade de retornar. Estamos aguardando um retorno."
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