Cidade

Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009, atualizada às 19h

Negociações salariais não avançam e motoristas e cobradores de ônibus não descartam greve


Guilherme Arêas
Repórter

Após quase quatro horas de negociações na sede do Ministério do Trabalho nesta quinta-feira, dia 12 de fevereiro, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo de Juiz de Fora (Sinttro) e a Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros de Juiz de Fora (Astransp) não chegaram a um acordo sobre as reivindicações salariais de 2009.

Os trabalhadores não descartam a possibilidade de greve, caso a Astransp não ceda às exigências da categoria. Entre as reivindicações estão o reajuste salarial de 11,86%, redução da jornada de trabalho de oito para seis horas, ticket-alimentação de R$ 170, aumento do seguro de vida de R$ 8 mil para R$ 10 mil, além de cesta básica e Participação nos Lucros e Receita (PLR).

Após o impasse na reunião, o Ministério do Trabalho propôs a prorrogação do acordo coletivo da categoria, que terminou no último dia 31 de janeiro. Pelo acordo, os trabalhadores teriam direito a alguns dos benefícios exigidos na negociação salarial deste ano.

A Astransp vai avaliar a proposta. Uma nova reunião foi marcada para a próxima terça-feira, dia 17, para que as partes tentem chegar a uma solução. De acordo com o presidente do Sinttro, José Pedro Franco Ribeiro, caso não haja consenso, o sindicato convocará uma assembleia para decidir sobre o início da greve.

Através de sua assessoria de imprensa, a Astransp disse que as empresas não têm condições de oferecer o reajuste aos trabalhadores. A entidade alegou que não recebeu a contrapartida da Prefeitura, que viria em forma do aumento da passagem. No ano passado, através de decisão judicial, o preço da passagem em Juiz de Fora foi reduzido de R$ 1,75 para os atuais R$ 1,55.

De acordo com a Astransp, o custo da folha salarial dos funcionários representa 52% do total arrecadado com o pagamento da tarifa pelos usuários, motivo pelo qual as empresas não teriam como aumentar o salário dos motoristas e trocadores.

Ainda segundo a entidade, em dezembro do ano passado, foi enviado à PJF o pedido do reajuste da planilha tarifária do serviço na cidade. Até o fechamento desta nota, a assessoria da PJF não havia se posicionado sobre o assunto.

Os textos são revisados por Madalena Fernandes