Cidade

Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009, atualizada às 16h54

Moradores de Carangola fazem manifestação contra o fechamento da BR-482


Priscila Magalhães
Repórter

Moradores da cidade de Carangola, na Zona da Mata, vão protestar, na próxima segunda-feira, 9 de fevereiro, contra a interdição da BR-482, entre os quilômetros 30 e 59, trecho que liga a cidade a Fervedouro. A manifestação ocorre na praça Governador Valadares às 16h.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Carangola, vereador Carlos Antônio Candinho, a via está totalmente fechada desde a última sexta, 30 de janeiro. Há cerca de três anos a rodovia vem sofrendo deteriorações e desde então não houve resposta do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (Dnit) sobre sua recuperação. "Temos procurado o Dnit e a conversa não tem fluído."

Segundo o supervisor do Dnit em Leopoldina, José Paulo Silva Pinto, o asfalto já cedeu entre 1,5 metro e quatro metros, dependendo do ponto, e ainda não parou de afundar, o que oferece risco para os motoristas que furam o bloqueio. Os moradores de Carangola e das cidades vizinhas querem que o problema seja solucionado rapidamente, já que, segundo o vereador, a interdição está provocando prejuízo ao comércio e causando transtornos. "O bloqueio prejudica o acesso ao hospital da cidade."

Segundo José Paulo, o levantamento topográfico do trecho começou a ser realizado na última quinta, 5 de fevereiro. Após a conclusão do trabalho, o orçamento será enviado a Brasília em caráter de emergência. A previsão é de que o levantamento termine até a próxima segunda, dia 9. A conclusão da obra, que deve modificar o trajeto da estrada, pode acontecer em até seis meses após a liberação da verba.

Entretanto, a intenção é que parte da rodovia seja liberada logo que haja condições seguras de passagem para os veículos. O desvio pode ser feito por Muriaé, Tombos e Carangola, com aumento de 40 quilômetros no percurso. Outra opção é passar por Muriaé, Realeza, Manhuaçu, Manhumirim e Carangola, com 90 quilômetros a mais.

Além deste ponto, ainda há outros sete em estado crítico, com muitos buracos. Segundo José Paulo, a licitação para o serviço de conservação, como tapa-buracos e capina, já foi realizada e está em fase de contrato.

Obras começam no trecho da BR-267 entre Argirita e Maripá

As obras no trecho da BR-267, entre Argirita (Km 27) e Maripá (Km 47), totalmente interditado há um mês, começaram nesta sexta-feira, 6 de fevereiro. Segundo o supervisor do Dnit em Leopoldina, José Paulo Silva Pinto, a empresa contratada já está realizando a limpeza do local para montar acampamento. Na próxima segunda, dia 9, máquinas começam a chegar de Belo Horizonte.

A empresa foi contratada sem licitação, em caráter de emergência. A obra vai custar R$ 2,6 milhões e deve ser concluída em até seis meses. A expectativa de José Paulo é que entre 20 dias e um mês, parte do trecho seja liberado para a passagem. Há duas opções de desvio. O motorista pode passar por Juiz de Fora, Goianá, Rio Novo, Cataguases e Leopoldina, o que aumenta o percurso em 50 quilômetros. A outra opção é passar por Juiz de Fora, Três Rios, Além Paraíba e Leopoldina, com acréscimo de cem quilômetros.

Trecho da BR-356, próximo a Muriaé também é reparado

O bueiro que se rompeu no km 244 da BR-356, entre Muriaé e Ervália, foi reparado pelo Dnit. O tráfego foi liberado em meia pista. Segundo José Paulo, a obra foi feita de forma precária e será melhorada aos poucos.

Os textos são revisados por Madalena Fernandes