Meio Ambiente
Quarta-feira, 1º de abril de 2009, atualizada às 17h
Obras do novo aterro sanitário devem começar em até duas semanas
Repórter
As obras do Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), em Dias Tavares, devem ser iniciadas em até duas semanas. Essa é a expectativa do Demlurb, após a Justiça ter revogado a liminar que suspendia o pedido de licenciamento das obras do novo aterro. O autor da ação que resultou na liminar, vereador José Sóter de Figueirôa, afirma que se reunirá com os advogados e só vai se posicionar se entrará com recurso contra a decisão da Vara da Fazenda Pública Estadual, nesta quinta-feira, 2 de abril.
Enquanto a decisão final não é anunciada, o diretor do Demlurb, Aristóteles Faria,
garante que a empresa vencedora da licitação para as obras
começará os trabalhos assim que for expedida a Licença de Instalação. "Esperamos que
ela saia nos próximos dias. A liminar da Justiça era a única coisa que impedia o
início da construção do novo aterro"
, diz.
A liberação da Licença de Instalação é de responsabilidade da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). A Deliberação Normativa nº 52 do Copam estabelece o veto à instalação de sistemas de destinação final de lixo em bacias, cujas águas sejam classificadas na Classe Especial e na Classe I. Este foi um dos questionamentos que fomentaram a concessão da liminar que suspendia o licenciamento. Apesar de existirem nascentes e córregos enquadrados na Classe I, em Dias Tavares, o funcionamento da CTR deve ser possível através de condicionantes estabelecidas pela Feam.
Antes de entrar em funcionamento, o novo aterro ainda deverá conseguir a Licença de Operação, documento que atesta o cumprimento de todas as normas estabelecidas pelos órgãos ambientais competentes.
Salvaterra x Dias Tavares
As obras do Centro de Tratamento de Resíduos de Dias Tavares estão previstas para durarem entre cinco e seis meses. A expectativa é de que o novo aterro possa entrar em funcionamento em novembro, quando o Demlurb prevê o esgotamento completo do atual aterro, no Salvaterra.
O esgotamento do espaço está sendo antecipado em dez anos. Inicialmente, estava previsto para funcionar até 2019.
"De 1999 a 2004 o aterro funcionou como um lixão, ocupando o local de forma desordenada. Mas
alguns fatos contribuíram para a redução da vida útil, como dois deslizamentos que
comprometeram áreas importantes do aterro. Além disso, uma parte do terreno foi
utilizada para a duplicação da BR-040"
, explica Aristóteles.
O diretor do Demlurb ainda aponta como fator da aceleração do esgotamento do aterro o escoamento da água pluvial da BR-040. Hoje, a água da chuva que cai na estrada é captada na margem direita da via (sentido BH - Rio) e direcionada para o aterro, ocupando mais um espaço que deveria servir ao aterramento do lixo.
Atualmente, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) paga o valor fixo mensal de R$ 535 mil para o local receber o lixo. No novo aterro, o valor cobrado será de R$ 49,50 por tonelada. Em Juiz de Fora, cerca de 450 toneladas de lixo são produzidas diariamente. O CTR também poderá receber entulho da construção civil e lixo hospitalar especial, além de abrigar uma usina de compostagem. Pelo projeto, o aterro funcionará por um período de 25 anos e terá cerca de 3,5 milhões de metros quadrados, uma área 12 vezes maior do que o espaço no Salvaterra.
Os textos são revisados por Madalena Fernandes
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