Direitos Humanos

Quinta-feira, 5 de março de 2009, atualizada às 13h30

Juizforanos podem medir pressão gratuitamente em trote solidário


Patrícia Rossini
* Colaboração

Os alunos da faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) estão mobilizados em uma ação alternativa ao trote tradicional. A iniciativa é da Atlética da Medicina/UFJF, responsável pela organização do trote solidário, através do qual os estudantes do curso poderão colaborar para o bem-estar e a saúde da população.

O tema escolhido foi a hipertensão. Os alunos vão conferir gratuitamente a pressão da população, em estandes montados no centro da cidade, em frente ao Cine-Theatro Central, no horário entre 10h e 17h30, e em um shopping da avenida Independência, das 12h às 21h.

Serão distribuídos folhetos com informações sobre a doença e dicas de tratamento. Além disso, a campanha também está arrecadando alimentos não-perecíveis, que serão doados a uma comunidade do bairro Ponte Preta.

A ação teve início nesta quinta-feira, dia 5 de março, e vai até o próximo sábado, dia 7.

Bem-estar social

De acordo com o diretor de marketing da Atlética, Felipe Lemos, o objetivo é compartilhar com a comunidade alguns dos ensinamentos da faculdade e colaborar para a saúde e o bem-estar. "Nós queremos mobilizar os alunos e a sociedade nessa campanha de arrecadação de alimentos e combate à hipertensão. Só nesta primeira manhã, já aferimos a pressão de mais de 50 pessoas aqui no calçadão", comemora.

O trote solidário, que acontece isoladamente em vários cursos da UFJF, surge como alternativa à brincadeira tradicional, que divide opiniões entre os calouros.

"Acho muito difícil acabar com o trote, pois é uma tradição antiga. O que estamos tentando fazer é levar o lado social para dentro dessa prática. Com o tempo, acredito que o trote vai ser cada vez mais social e menos violento", afirma Felipe.

Foto do HU em reforma Foto do HU em reforma

A iniciativa foi aprovada pela população. Noraldina Cardoso de Santana (foto acima, à esquerda), de 56 anos, aproveitou a oportunidade para conferir a pressão. "Nem sempre dá para ir ao médico e eu não tenho o aparelho em casa. Vou medir agora porque tenho hipertensão e preciso desse acompanhamento."

Francisca do Carmo (foto acima, à direita), de 60 anos, também gostou do trote solidário. "A última vez que eu chequei a minha pressão foi há cerca de dois meses. Não dá tempo de ir ao médico toda hora, a vida anda muito corrida. Em cinco minutos, parei, fiz a medição e ainda fui orientada sobre o tratamento da hipertensão", afirma.

* Patrícia Rossini é estudante de Comunicação Social da UFJF.

Os textos são revisados por Madalena Fernandes