Projeto Desafio necessita de voluntários para educação Projeto precisa de voluntários para ajudar no reforço escolar e para atuar na área de informática e de esporte. Iniciativa não atende mais jovens por falta de apoio
*Colaboração
30/3/2010
Idealizado por policiais do 2° Batalhão da Polícia Militar de Juiz de Fora, o Projeto Desafio existe há uma década e assiste 54 crianças e adolescentes, de 7 a 16 anos, dos bairros Santa Terezinha, Alto Eldorado, Centenário e Nossa Senhora das Graças (ver mapas). Entretanto, a iniciativa passa pela dificuldade de encontrar voluntários para continuar com os trabalhos sociais.
Segundo o policial Aloysio Guedes, designado há um mês, o projeto está oferecendo apenas reforço escolar para jovens do primeiro ao nono ano, aulas de informática básica e digitação, além de atividades esportivas nos finais de semana. Com a defasagem de voluntários, o número de atividades e de jovens amparados ficam restritos, já que o projeto dispõe de espaço físico e equipamentos de informática, mas não de pessoal. "Podíamos até fazer mais, mas sem voluntários fica impossível."
Atualmente, a casa conta com seis voluntários para seis turnos escolares em quatro dias semanais, além dos policiais militares. "Os assistidos vêm para o reforço escolar, lancham e têm aulas de informática. Temos dez computadores com internet, mas não temos professores. A gente até quebra o galho, mas não é o ideal. Tínhamos aulas de pintura, artesanato, corte e costura e capoeira. Por falta de pessoal, cancelamos as atividades este ano", complementa Guedes.

De acordo com o cabo Jadir Nogueira, o foco principal é tirar os jovens das ruas e da ociosidade. "Queremos promover a inserção social e a educação. Trabalhamos a parte escolar e psicológica, pois a realidade que eles vivem não oferece este aprendizado. Queremos um futuro para esses jovens", destaca o oficial, há quatro anos na iniciativa.
O Projeto Desafio precisa de voluntários para ajudar no reforço das disciplinas de matemática, português, ciências e inglês, para dar aulas de informática e ainda para atuar na área de esporte.
Ajuda do próprio bolso
A iniciativa tem como parceiro apenas a Associação Municipal de Apoio Comunitário (AMAC), que ajuda com alimentação básica, como arroz e feijão. Além do recurso pessoal, a associação também precisa de doações de livros, roupas, equipamentos esportivos, uniformes para futebol e transporte. As atividades esportivas são realizadas em clubes e o transporte dos jovens até os locais é feito nos carros dos militares.
A alimentação fornecida pela AMAC não atende todo o pessoal e os oficiais fazem o complemento. "Muitos destes jovens fazem a primeira refeição no projeto. Para sair do básico, temos que comprar frutas, refrigerante, pão, suco e salsicha, por exemplo. A AMAC fornecia cozinheiros, mas não manda mais. A limpeza é realizada pela própria comunidade", ressalta Nogueira.
A casa onde funciona o projeto é de um militar. Os serviços vão das 7h às 16h, de segunda a quinta-feira. Para interessados em fazer doações ou em ser voluntário basta se dirigir diretamente à sede, localizada na rua 1º de Maio, 57, Santa Terezinha.
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