Ensino a distância é tendência acadêmica e empresarial Cresce a ampliação na oferta de cursos, assim como o número de alunos interessados na modalidade
Repórter
21/11/2008
O segmento de ensino a distância (EAD) marca a sua participação na formação dos juizforanos. A ampliação na oferta de cursos técnicos, de graduação, de disciplinas da graduação, de pós e de extensão cresce nos últimos anos, assim como o número de alunos interessados na modalidade.
Segundo a supervisora acadêmica de uma instituição de ensino superior de Juiz de Fora, Cristina Drumond, o ensino online ou por teletransmissão é uma tendência não só no universo acadêmico. As empresas estão oferecendo treinamento para os funcionários pelo método.
Um levantamento feito pelo Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (AbraEAD), em sua edição 2008, aponta que mais de 2,5 milhões de brasileiros estudaram em cursos com metodologias a distância no ano de 2007. A pesquisa inclui não só os alunos em cursos de instituições credenciadas pelo Sistema de Ensino, mas também grandes projetos de importância regional ou nacional, como os da Fundação Bradesco, Fundação Roberto Marinho e os do Grupo S (Sesi, Senai, Senac, Sebrae, dentre outros).
A publicação também destaca o crescimento do número de brasileiros educados dentro das próprias empresas onde trabalham. Foram 582.985 pessoas em 2007. Nas pesquisas realizadas junto a empresas que praticam educação corporativa a distância, foram encontrados algumas modalidades novas de educação corporativa, como a que educa consumidores dos produtos das empresas.
O sistema
Os cursos a distancia colocam os professores em contato com alunos de diversas localidades,
através da tecnologia. Cada instituição de ensino a distância elege um mecanismo
para oferecer as instruções. Pode ser exclusivamente pela internet, material impresso
com distribuição via Correios e sistema de videoconferência. "O método é bastante
interativo"
, garante Cristina.
Apesar da profissionalização do setor, ainda há resistência de alguns alunos. Para
Cristina, o preconceito está relacionado com a falta do contato direto com o professor.
"Os estudantes estão acostumados com a proximidade do professor, com a maneira expositiva
da aula em que o professor passa os conhecimentos"
. A supervisora declara que o ensino
do EAD exige uma mudança de postura do estudante. "O aluno não fica acomodado esperando
o professor passar as informações, ele as procura."
Quanto às exigências e cargas horárias, Cristina diz que é a mesma do curso presencial.
A diferença é que a sala de aula é no computador. "O sistema de avaliação é presencial
e os professores também dão nota em exercícios e outras atividades."
Para ela, a
vantagem do sistema é a otimização do tempo, o aluno estuda a hora que quer.
A jornalista Tatiana Toledo optou por um curso de pós graduação pela flexibilidade
que o sistema oferece. "Iniciei um na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF),
porém me mudei para Mariana, por questões profissionais, e tive que interrompê-lo.
Percebi que seria mais vantajoso fazer uma pós-graduação nessa modalidade, já que
meu contrato no meu novo emprego era temporário, e poderia ter que me mudar de novo.
No curso a distância não importa onde você esta, basta ter internet"
.
Para saber como escolher um curso a distância, a supervisora aconselha a avaliar a infra-estrutura, o sistema operacional e ter depoimento de um aluno que já tenha cursado ou que esteja cursando, além de investigar sobre a seriedade da instituição que oferece a modalidade. A pessoa que busca um curso com graduação e diploma deve observar também se a instituição é credenciada junto ao Ministério da Educação (MEC) para ensino a distância. Isso pode ser feito no próprio site do Ministério.
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