Especial Fim de Ano 2008

Papais Noéis se preparam para a maratona de festas Profissionais que interpretam o bom velhinho já estão chegando nas lojas e nos shoppings de Juiz de Fora. Saiba onde encontrá-los na cidade

Guilherme Arêas
Repórter
17/11/08

Não é difícil reconhecer de longe a principal figura do Natal. A barba branca, a roupa vermelha e o saco cheio de presentes já anunciam que o bom velhinho está chegando para trazer o espírito natalino às crianças e aos adultos do mundo inteiro.

Pode ser na TV, nos cartões de Natal ou nos anúncios publicitários. Nesta época do ano, para onde quer que se olhe, lá está ele, o Papai Noel, sempre sorrindo.

Mas por trás dessa figura mágica existem pessoas que se dedicam para fazer melhor o Natal de muitas crianças. Os Papais Noéis dos shoppings são exemplos de que não há idade para acreditar no bom velhinho.

O ator Mário Galvanni (vídeo ao lado e foto abaixo) conta que espera o período do Natal com muita ansiedade durante todo o ano. Ele é Papai Noel de um shopping de Juiz de Fora há dois anos. "É uma coisa mágica você olhar o brilho nos olhos das crianças e ver toda a inocência delas", diz.

Foto de Mário Para quebrar a tradição de os filhos seguirem a profissão dos pais, Mário fez o caminho inverso. Ao ver o trabalho do filho, que também se veste de Papai Noel na loja onde trabalha, o ator decidiu encarar a nova experiência. "O trabalho de ator não é só o simples fato de atuar. Existe toda uma preparação para isso. Com o Papai Noel também acontece assim", garante.

Além de já ter estudado toda a história de São Nicolau, o velhinho que inspirou a criação do personagem, o ator começa a viver o espírito natalino cerca de três meses antes da data que comemora o nascimento de Jesus Cristo. "É importante chegar focado naquilo que se faz", alerta.

E é bom se preparar mesmo. O trabalho de um Papai Noel dura cerca de oito horas por dia. Isso sem contar a preparação da maquiagem e da roupa, nada fácil de ser usada em pleno verão brasileiro. "Nosso Papai Noel deveria ser tropical", brinca Mário.

Foto de Dirceu Essa é a maratona que também vive outro Papai Noel da cidade, Dirceu de Almeida Costa (foto ao lado). Apesar do trabalho como vendedor de picolé, ele não abre mão de vestir a roupa vermelha todo final de ano. Dirceu vive o personagem desde 2003, quando iniciou a carreira de bom velhinho na casa montada no Parque Halfeld. De lá para cá o vendedor passou por dois shoppings de Juiz de Fora e garante que é um caminho sem volta.

"Sempre sonhei fazer isso. Disse a um amigo que seria Papai Noel algum dia", relembra. E ele garante que o lado financeiro do trabalho não é o que mais pesa. "Eu me sinto bem."

A preparação de Dirceu também começa bem antes do Natal. Ele orienta que os papais noéis devem poupar um de seus principais instrumentos de trabalho: a voz. "Temos que preparar a garganta para estarmos sempre prontos para soltar o famoso ho ho ho", brinca.

Foto de Dirceu vestido de Papai Noel Foto de Dirceu vestido de Papai Noel
Papai Noel também ganha presente

Fazer o bem para si e para os outros. Esse é o lema que Mário e Dirceu carregam durante o trabalho. Eles garantem que a função é um verdadeiro presente de Natal. O primeiro reúne as cartas que recebe e, após uma sondagem, seleciona as de crianças mais necessitadas e sai atrás de ajuda para conseguir atender aos pedidos. Já o segundo orienta as crianças carentes a pedirem presentes que sejam realmente possíveis de serem dados. Assim, mais cartinhas poderão ser apadrinhadas.

Os dois também concordam em outra coisa: é cada vez maior a necessidade de resgatar o verdadeiro espírito natalino. Apesar da característica mercadológica que a data passou a ter com os anos, Mário faz questão de lembrar que o Natal deve ser lembrado pelo nascimento de Cristo. "O presente é o símbolo da generosidade que deve se estender durante todo o ano", ressalta.

Assim também é a visão da gerente de marketing de um shopping da cidade, Tatiana Monteiro. "A presença do Papai Noel é fundamental, pois resgata o lado lúdico do Natal, remetendo aos sentimentos originais da data, como a fraternidade e a família. São estes valores que queremos despertar para que jovens, adultos e crianças nunca se esqueçam do verdadeiro sentido do Natal”

São Nicolau, Mário, Dirceu... No final de cada ano o mundo ganha milhares de novos bons velhinhos que vão mantendo viva a tradição natalina. Depois de conhecer personagens como esses, quem discorda que Papai Noel realmente existe?

Quando e onde encontrar o bom velhinho em Juiz de Fora


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