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    Pais precisam ter um posicionamento forte para lidar com as birras das criançasFase do negativismo ocorre entre dois e três anos de idade. Especialista orienta que não há necessidade de bater, mas manter um diálogo

    Victor Machado
    *Colaboração
    e Jorge Júnior
    Repórter
    23/11/2011
    bebe

    Lidar com as birras das crianças não é uma tarefa fácil, porém, a psicóloga Léa Stahlschmidt garante que os pais que precisam ter um posicionamento forte. De acordo com a especialista, a birra infantil é comum entre dois e três anos de idade, por ser um período em que os bebês tomam um posicionamento. "A criança nasce e fica ligada à mãe, mas, a partir de um momento, ela vai se desenvolvendo como uma pessoa única e desfazendo o elo. Nessa fase, ocorre o negativismo, quando as crianças geralmente começam a usar o não", explica.

    Com essa mudança, os pais devem saber como lidar com essa situação. "É uma mudança natural e faz parte do desenvolvimento humano. Tem que saber lidar. Os pais e babás têm que ficar atentos, não deixando que as crianças façam birra." Nesse caso, o melhor que se tem a fazer é orientar a criança, explicando que essa postura não é aprovada socialmente. "Na maioria dos casos, os responsáveis ficam reféns dessa birra e são vencidos pelo cansaço, o que não é o correto", diz.

    Entre as birras mais comuns, estão a briga por um brinquedo que as crianças vêm em determinadas lojas ou a falta de postura na hora da alimentação. "As crianças costumam ver um brinquedo na rua e ficam loucas por aquele objeto. Se os pais não compram, elas fazem um escândalo. Outro cenário constante é na hora do almoço, em que os pais têm que se desdobrar para conseguirem prender a atenção da criança na comida, quando elas querem mesmo é assistir televisão." A psicóloga afirma que, nesses casos, os pais devem-se manter firmes, para que não reforce esse comportamento.

    Para corrigir essa postura, a especialista orienta: "não há necessidade de bater. Tem que ser firme e  nunca não ceder. Tudo é questão de educação e diálogo. Na minha visão, o castigo ensina a pessoa a ser agressiva e enganar o próximo, uma vez que ela pode partir do princípio que só vai ter uma conduta correta, porque ela tem medo do castigo." Mesmo se os pais prefiram o castigo, o ideal é que a punição seja relativa à falta que foi cometida.

    Experiências

    Os desafios com o comportamento das crianças são sentidos no dia a dia pelos pais. A professora e mãe de uma menina de cinco anos, Danielle Vasques Lovisi Rodrigues, afirma que tem dificuldades em controlar a pirraça da filha. Segundo a professora, ela não consegue manter as punições que dá à menina, o que acaba piorando a situação. "Sou uma pessoa muito pacífica, já cheguei a ser chamada de boba pela forma como trato a minha filha. Mas não consigo ser fiel aos castigos que imponho. Quando coloco a minha filha de castigo, logo depois tiro."

    Daniele comenta que tenta contornar a situação com a conversa e raramente dá palmadas. No entanto, a falta de fidelidade aos castigos tem tornado a filha dominadora da situação. "O pediatra já me alertou. Com o pai dela, a situação é diferente. Basta um olhar e tudo se resolve." De acordo com a professora, a filha já percebe que tem um domínio sobre a mãe, por que sabe que as ameaças de castigos não serão concretizadas.

    Normalmente o comportamento da filha de Danielle é mais agitado quando ela sente a falta de atenção da mãe. "Ela gosta da minha presença e quando não posso dar atenção ela começa a chorar. E é fácil saber que é pirraça porque ela fica muito agressiva." A professora procura punir a filha com castigos de dez minutos sozinha, para refletir, ou cortando atividades do gosto dela.

    Já a professora de educação física, Patrícia Lourenço Kiffer, mãe de um menino de quatro anos, age diferente. Patrícia diz que o filho chora de verdade apenas quando sente dor ou está doente. Caso contrário, ela afirma, é pirraça. "O choro fica muito repetitivo. É fácil de perceber." Ela explica que, primeiro, tenta ignorar a ação do filho. Se não resolver, Patrícia aplica castigos como ficar em frente à televisão sem poder ligá-la e pensando no que fez.

    Ao contrário de Danielle, Patrícia garante que mantém as punições e que elas dão resultado. "Normalmente dá certo. Já precisei dar palmadas, mas acaba piorando a situação. Tento controlar com os castigos. Sinto remorso apenas quando preciso dar palmadas." Patrícia também comenta que a falta de atenção culmina na alteração de comportamento do filho.

    A engenheira Mariana Maia afirma que, apesar da pouca idade da filha, um ano e seis meses, ela já usa a birra como uma forma de tentar conseguir o que quer. "Como trabalho durante o dia e a noite, ela fica com a avó. Quando ela está comigo e com o pai, ela faz birra para conseguir algumas coisas. Ela já entende que probabilidade de os pais tentarem suprir a ausência fazendo o que ela quer é maior."

    A filha da engenheira também altera o comportamento por causa da atenção e a principal forma de combate utilizada pelos pais é ignorar. "Temos tido bons resultados. O fato de ignorar acabou até ajudando ela a aprender a falar. Pois, ela precisou começar a falar para argumentar o que queria. Outras tentativas são distraí-la e conversar." Mariana garante que a atitude gerou efeitos positivos e fez com que a filha passasse pela fase da pirraça rapidamente.

    Já a professora de educação físcia, Patrícia Lourenço Kiffer, mãe de um menino de quatro anos, age diferente. Patrícia diz que o filho chora de verdade apenas quando sente dor ou está doente. Caso contrário, ela afirma, é pirraça. "O choro fica muito repetitivo. É fácil de perceber." Ela explica que primeiro tenta ignorar a ação do filho. Caso não resolva, Patrícia aplica castigos como ficar em frente à televisão sem poder ligá-la e pensando no que fez.

    *Victor Machado é estudante do 8º período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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