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Método de Ovulação Billings
Método comportamental é usado para previnir a gravidez observando o muco vaginal

Sílvia Zoche
Repórter
03/11/2005

Entenda o que é o método de ovulação Billings e o que o ginecologista Álvaro Polisseni diz sobre a eficácia dele.

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O método de ovulação Billings é uma forma natural de planejamento da família, em que a mulher observa a viscosidade do muco cervical. Para isso, é preciso que ela conheça bem o próprio corpo e não tenha vergonha de se tocar.

Logo após o término da menstruação, diz-se que a mulher está seca, porque não há formação de muco e ela comprova isto colocando os dedos indicador e polegar na entrada da vagina. Com o passar dos dias, ela observa que começa a ficar úmida, com um muco espesso.

Quando ficar mais aquoso, com aspecto de clara de ovo, em que forma-se um fio que não arrebenta, este é o dia fértil. Este é o período de maior estímulo estrogênico. O recomendado é que a mulher não tenha relações sexuais quatro dias antes e quatro dias depois deste dia. Mas isto é mais fácil observar em mulheres com ciclos menstruais regulares.

O ginecologista, Àlvaro Polisseni (foto ao lado), alerta, por exemplo, que mulheres que não ovulam por um período (aovulação), terá um falso resultado usando o método; ou que tenha uma mancha no cólo do útero (mácula rubra), aumenta a produção do muco e fica complicado acompanhar o perído ovulatório.

"Este método, o da tabelinha (método do calendário), da temperatura basal (métodos comportamentais) são os únicos aceitos pela Igreja Católica, mas também são os que possuem maior índice de falha. O Billings tem possibilidade de falha entre 3,5% a 25%. Além disso, não protege contra doenças sexualmente transmissíveis", diz o ginecologista Álvaro Polisseni.

Para o casal Marilda Villela e Márcio Villela, membros da Pastoral Familiar da Arquidiciose de Juiz de Fora, como a castidade é uma orientação da Igreja para os casais, este método é perfeito. "Somos casados há 17 anos e tivemos nossos quatro filhos, planejados pelo método", diz Marilda.

Os dois ficaram sabendo sobre o Billings na igreja em que freqüentavam, quando moravam no interior de São Paulo. "Estávamos próximos de ficarmos noivos e compramos o livro para entender o processo. No curso de noivos, eles nos explicaram como é o método e tomamos a decisão", conta Marilda.

Ela afirma que o método tem uma proteção de 99%. "Na verdade, o método é eficaz, quem erra é o casal que não utiliza o método corretamente. Por isso, é importante que a mulher tenha o acompanhamento de um médico ou de uma instrutora até entender direitinho. Eu fiz isso antes de casar e somente depois do casamento, eu mostrei para o meu marido como é o muco. Isso faz o homem respeitar a mulher e entender que existe risco de gravidez". Villela completa e diz que o método proporciona qualidade e harmonia conjugal. "Nos dias em que não se pode ter relação, o casal tem que usar a criatividade e dialogar, também", explica.

Os dois avisam que o muco cervical não possui cor amarelada e nem cheiro. Se isso ocorrer, ela deve procurar um médico. "Isto pode ser corrimento, que atrapalha a verificação do período fértil". Em caso de ovários micropolicísticos, Marilda diz que a mulher pode conversar com o padre e explicar a situação para poder tomar o anticoncepcional que soluciona o problema.

Há cerca de um ano morando em Juiz de Fora, o casal está colaborando na organização de cursos para incentivar o método, através da implantação do Centro de Planejamento Natural da Família (Cenplafam), em 2006. Já fizeram contato com profissionais da área de saúde. "Isso garante credibilidade ao grupo e atrai as pessoas", conta Villela.

 

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