Sexta-feira, 20 de julho de 2007, atualizada às 14h38
O consumidor que costuma ir aos supermercados ou padarias já percebeu que está gastando mais dinheiro. O preço do leite, um dos principais ítens do café da manhã do brasileiro, está mais caro.
A explicação para isso é o período de entressafra vivido pelo produto. Com os dias mais secos e frios, o pasto demora mais para crescer e, conseqüentemente, as vacas comem menos. Isso reflete diretamente na quantidade de leite produzida pelos animais.
Mas segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa Gado de Leite, a alta no valor do produto pode estar relacionada a outros fatores, como a procura crescente do leite pelo mercado mundial e a seca sofrida, ultimamente, pela Austrália, um dos líderes do mercado municipal de leite.
Outro fator que pode ajudar no aumento do preço, ainda segundo a Embrapa, é o crescimento do consumo na China, país que, aos poucos, incorpora o leite como alimento do dia-a-dia.
A alta do preço do leite já traz os reflexos para a mesa dos consumidores. A estudante de pós-graduação, Priscilla Magalhães,
preferiu esperar o preço do leite abaixar para comprar o produto. "Antes desse aumento eu ia no mercado
e comprava o leite a R$ 1,20 ou R$ 1,30. Essa semana o preço já chegava a R$ 2,60"
, afirma.
Apesar de o leite ficar um tempo fora da rotina da estudante, Priscilla continua comprando
os outros produtos lácteos. "O preço do queijo mussarela também teve um aumento significativo.
Em relação aos outros produtos, como requeijão, o preço aumentou menos. Mas o leite mesmo eu não
consigo ficar muito tempo sem consumir. A solução é preparar receitas que não tenham o leite como ingrediente"
, afirma.
A notícia que Priscilla e os consumidores do produto talvez não gostariam de saber é que a previsão não aponta grandes quedas no preço do leite. Segundo a Embrapa, a redução no preço, comum após a época da entressafra não será muito grande. Isso porque o leite tem se tornado um produto cada vez mais valorizado no mercado mundial. Boa notícia para os produtores.
*Guilherme Arêas é estudante de Jornalismo na UFJF