A ACESSA.com passa a fazer parte de um número restrito de empresas de telecomunicações brasileiras autorizadas pelo Centro de Informações sobre a Rede da América Latina (Lacnic - do inglês Latin American Network Information Center) a possuir o registro para operação AS (Autonomous System).
A autorização permite à empresa juizforana ter sua própria faixa de endereços IP e,
dessa forma, garantir disponibilidade de 100% para seu acesso à internet, oferecendo
ao usuário um serviço de qualidade, sem depender de apenas um backbone de internet.
"Na prática, isso significa que os usuários que acessam a internet pela nossa
rede não terão mais seus serviços interrompidos quando uma ou outra operadora
apresentar falha. O máximo que pode acontecer é você não conseguir acessar
o link da operadora que apresentou falha de funcionamento, mas continuará com acesso
para as outras redes da
internet"
, explica o diretor da ACESSA.com, Marcio Faria.
Com essa autonomia, os usuários ACESSA.com estão livres,
por exemplo, de panes como aquelas que já ocorreram em Juiz de Fora,
em 2006, quando várias empresas tiveram seus trabalhos interrompidos
em função da queda no link da Embratel, gerando notícia de repercussão
nacional, tamanho foi o transtorno causado nos negócios e no dia-a-dia das pessoas.
"Agora, com autonomia, podemos garantir ainda mais a nossa qualidade
e de nossos serviços de telecomunicações, pois há muito tempo
deixamos de ser um simples provedor de acesso à internet, para agregar mais
recursos e serviços à nossa rede, entre eles o de voz, através do VoIP"
, completa Marcio.
Uma das principais vantagens desta iniciativa é a de que a ACESSA.com estará ligada a
pelo menos três redes distintas, conseguindo índice de disponibilidade de serviço de 100%.
"A queda de uma operadora não mais paralisará nossa operação, que sempre
estará disponível
através dos demais canais de acesso que temos com outras redes internet,
inclusive no exterior"
, explica Marcio.

"Isso é motivo de satisfação para nossos clientes, principalmente os corporativos, que não vão mais precisar se preocupar com as quedas de acesso que atrapalham suas operações. Na região, ninguém mais possui AS e no Estado são pouquissímas as empresas que possuem essa autonomia. Nós saimos na frente e nossos clientes podem se orgulhar de serem atendidos por uma rede de alta confiabilidade", ressalta Marcio.
"É possível que ocorra alguns momentos de lentidão, devido às configurações de anúncio de rotas. Nossa expectativa é de que as conclusões ocorram ainda durante o mês de dezembro", alerta o diretor técnico da empresa, Sérgio Guimarães.
Segundo ele, a ACESSA.com destaca-se por ser uma empresa que já está pensando à frente
para trazer o melhor para o usuário. Já no próximo ano
novos projetos estão em andamento, entre eles a criação de um Ponto de Troca de Tráfego (PTT),
em Juiz de Fora. "Já entramos em contato com a prefeitura, faculdades e grandes empresas da cidade
para a elaboração deste projeto. Escolhemos um ponto em Juiz de Fora em que todos
estivessem ligados, sendo possível criar na cidade uma grande rede de acesso"
, adianta.
Sérgio ressalta também que entre as etapas seguintes à obtenção da operação AS, estão as pesquisas para a implantação na rede da ACESSA do IP versão 6 (IPv6), a versão mais recente do Protocolo da Internet. As grandes redes do mundo já se preparam para a implantação do novo protocolo, visto que o padrão anterior, o IPv4, só suporta cerca de quatro bilhões de endereços, enquanto que o IPv6 suporta cerca de 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 endereços. Do ponto de vista do tamanho é como se comparássemos um telefone celular (IPv4) com o mundo (IPv6).
"A idéia hoje é que tudo possa ter o seu endereço na internet, tudo você poderá controlar através de um número de IP. A mudança é uma revolução e estaremos iniciando essa implantação na ACESSA.com, a partir de março de 2008", diz.
Os primeiros serviços a receberem a nova configuração serão os servidores
de nomes (DNS) e os serviços de www, posteriormente
algumas conexões específicas dos usuários receberão o novo recurso.
"É bom observar que os dois protocolos (IPv4 e IPv6) estão trabalhando
simultaneamente. Há muito serviço na internet que ainda é restrito
ao IPv4 e, por essa razão, que o ICANN - responsável pela coordenação global do sistema
de identificadores exclusivos da Internet - estima o fim de alocações do IPv4 em 2013"
, explica Sérgio.