Uma ótima oportunidade de ter contato direto com a natureza e de conhecer um pouco do que resta da Mata Atlântica brasileira. São essas as principais atrações que o turista vai encontrar, hoje, no Parque da Lajinha em Juiz de Fora.
Os atrativos no local são duas cachoeiras, o canto dos pássaros, flores, um tour em volta do lago. Além disso, o visitante pode fazer um passeio na história vendo dois bondinhos e conhecendo o relógio de sol, um dos instrumentos astronômicos mais antigos que se tem notícia.
O Parque tem 880 mil metros quadrados que se dividem em áreas de mata nativa, trilhas, lago e jardins. Parque municipal, fundado em 1983, é um lugar ideal para caminhadas e descanso. Além disso tem um campo de futebol e um coreto para visitas. Na sua mata, destacam-se árvores como araucárias, tambus, garapas, angicos e eucaliptos.
A fauna do Parque da Lajinha é constituída, predominantemente, por aves, mamíferos de pequeno e médio porte, peixes, répteis e artrópodos. Os animais que vivem no Parque não estão em cativeiro e podem ser observados em liberdade nos limites do Parque, na vegetação, no lago, nas trilhas nas árvores, em tocas, ninhos e galhos, jardins e nos arredores.
Desde 2003, o Centro de Educação o Ambiental, CEDAM, coordena e promove, no Parque da Lajinha, junto aos visitantes, ações e atividades na área ambiental. Os especialistas em ecologia oferecem visitas orientadas nas trilhas do parque às escolas e aos grupos organizados.
Durante o passeio são passadas informações de espécies da Mata Atlântica, plantas ameaçadas de extinção ou úteis para os homens. Além disso, eles ficam sabendo da importância de conservar a biodiversidade e os recursos hídricos, tendo vivências em Educação Ambiental.
O Parque da Lajinha teve a segurança reforçada nos últimos meses. Agora as regras são mais rígidas, para manter a preservação do local. Carros não podem mais entrar e atos religiosos com velas estão proibidos. Ninguém pode entrar com bicicleta, equipamentos de som e bebidas alcoólicas. Crianças menores de 14 anos só podem visitar o parque acompanhados pelos pais.
A cerca que isola o ponto turístico da rua foi trocada por uma mais eficiente. Outra alteração é que agora o visitante tem que mostrar um documento de identificação na entrada. Além disso, o Parque tem a presença de dois seguranças durante 24 horas. Um fica na portaria e o outro faz a ronda no Parque.
Desde 1998 ( relembre a matéria feita pelo Portal na época) promete-se em transformar o local em parque um zoológico. Mas, além deste projeto, há nove anos no papel, espera-se a aprovação do Conselho Municipal do Meio Ambiente para colocar o Plano de Manejo em prática. Através deste Plano pretende-se conservar e melhorar a gestão ambiental do local definindo que 50% da área vai ser de preservação; 30% de recuperação e 20% de convivência.
No espaço para o público, em 1/5 do Parque o objetivo é oferecer atrativos para as pessoas que forem visitar o local. Entre os principais projetos estão a construção de anfiteatro, teatro de arena, labirinto vegetal, torre de observação, orquidário, lojas, restaurante, quiosques, jardins europeu e japonês.
No entanto, o Plano de Manejo que deveria ser apreciado em outubro de 2006 ainda não foi aprovado e mesmo assim quando isso acontecer o poder municipal precisa conseguir verbas para execução.
*Thiago Werneck é estudante de jornalismo da UFJF