• Assinantes
  • Autenticação
  • Educação

    Advogado Defesa da justiça e a resolução de conflitos

    Marcelo Miranda
    Repórter
    30/03/2006
    Veja o que o advogado Sandro Alves Tavares fala sobre a importância da experiência do estudante de Direito antes de formar bacharel na faculdade!

    Veja!

    Segundo o Dicionário Michaelis, Direito é a "ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens numa sociedade". Trabalhar nessa área, portanto, é lidar com centenas de leis que regem uma sociedade dita democrática, e os aspirantes a ela devem ser, acima de tudo, pessoas éticas e dispostas a mergulharem em livros e mais livros jurídicos de forma a controlarem todo universo de caminhos a seguir.

    O diretor da Faculdade de Direito da UFJF, Igor Vanelli de Oliveira (foto), frisa que quem se forma no curso não vai necessariamente exercer a profissão de advogado, como parece se pensar normalmente. "Não formamos advogados, formamos bacharéis em Direito", afirma. O campo de atividades do novo profissional é muito vasto e variado, o que acaba atraindo mais e mais gente para as cadeiras universitárias e, claro, provoca um boom de faculdades e excesso de formados.

    "A disputa por mercado é violenta e intensa. Alguns concursos chegam a cinco mil ou seis mil candidatos disputando cem vagas", comenta Igor, ele mesmo egresso da faculdade, em 1971, que não seguiu carreira como advogado. "Fui promotor por 25 anos, e só depois resolvi advogar". O diretor lembra que a disputa por vagas tem grande exemplo em Juiz de Fora, cidade com sete cursos de Direito, sendo que apenas dois já formam anualmente mais de 300 alunos e onde a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) registra quatro mil registrados.

    Conflitos

    Igor Vanelli define o Direito, basicamente, como "a composição dos conflitos de interesse". "O direito tenta compor esses conflitos, seja entre pessoas, órgãos ou entidades, dentro do meio social, e busca a resolução através das leis". Esses conflitos podem ser resolvidos de três formas: arbitrária (um terceiro, não envolvido, decide), ética (decisão pessoal) ou diretamente no Estado (em que o poder da lei se impõe). "Todo e qualquer cidadão tem como direito fundamental e inalienável de se defender e ser considerado inocente até o máximo, até a última instância", diz o diretor, que coloca a advocacia como a profissão "mais difícil de todas".

    "É a única profissão que eu conheço em que não sempre há alguém declaradamente contra você. Essa é a essência, aliás: de um litígio, você tem quem defende e quem acusa, e os dois estão em âmbitos profissionais, mas sempre um contra o outro", explica. E completa em tom de brincadeira: "para trabalhar como advogado, é preciso ter em mente quem alguém do outro lado vai estar tentando te atrapalhar o tempo todo".

    A controversa figura do promotor (saiba mais) é explicada por Igor como um "defensor da sociedade", uma pessoa que representa o cidadão, e não um acusador do réu, como pode aparentar à primeira vista - quem nunca viu, ao menos em filmes, aquele personagem que parece estar no júri única e exclusivamente para destruir o acusado de todas as formas?. "Ele é o fiscal da lei, aquele que está ali servindo como figura pública", comenta, ao lado de Igor, o professor de Direito Administrativo e Constitucional Wagner de Souza Campos (foto, ao lado de Igor Vanelli).

    Sobre a questão salarial, Igor Vanelli diz que o advogado recebe pelo que produz, por ser um profissional liberal. "O excesso de formados vem saturando o mercado. Com isso, alguns advogados exercem a função a preços irrisórios, prejudicando aqueles que possuem estruturas melhores e cobram um pouco mais caro", afirma. "Isso é ruim para quem busca o serviço, pois pode se deparar com trabalhos mal feitos apenas por querer um preço mais baixo".

    De qualquer forma, o salário inicial varia de R$ 1 mil a R$ 2 mil. Já nos cargos concursados, vai depender da função, sendo o procurador-geral o cargo máximo da carreira, com salário de R$ 22 mil. Nesse meio, estão os defensores públicos (aproximadamente R$ 3 mil) e promotores (entre R$ 8 mil e R$ 14 mil). "Mas para tentar qualquer cargo em concurso, é preciso três anos de prática jurídica, seja profissionalmente ou em cursos de pós-graduação. Não adianta o aluno se formar e esperar um concurso", reforça Igor.

    Experiências e paixões

    De prática, o jovem advogado Sandro Alves Tavares (foto) sabe. Com apenas dois anos de formado, ele já trabalha num escritório particular e fez estágios desde o terceiro ano de faculdade. "Essa preparação é fundamental para quem aspira à advocacia. É um caminho essencial e inevitável na transição de estudante para profissional", diz Sandro, que passou por defensoria pública e juizado especial durante o período de estudos.

    "O advogado exerce essa função importante que é a defesa da justiça, a apaziguação social, a resolução de conflitos", define ele, que sente prazer imenso na profissão. "Existe uma satisfação pessoal enorme em ajudar as pessoas, conquistar o direito de um cidadão ameaçado e conhecer as leis".

    Discurso parecido tem José Geraldo de Castro Ferreira (foto), na área há mais de 20 anos. "O advogado é um colaborador direto e um guarda da justiça. Ele deve cumprir as leis e lutar por elas", diz. "É o juiz do juiz, algo indispensável à sociedade".

    José Geraldo aconselha ao futuro profissional que ele deve ser "íntegro, dedicada e com vontade de estudar sempre, se atualizando e colhendo cada vez mais informações". E finaliza com raciocínio semelhante de Igor Vanelli quanto á advocacia sempre ter lados opostos: "é a única profissão em que não existe empate. Se um ganha, o outro perde. E o advogado precisa aprender a conviver com isso".

    Áreas de atuação

    O bacharel em Direito, logo que se forma, pode seguir por diversas áreas. Eis algumas enumeradas pelo diretor da Faculdade de Direito da UFJF, Igor Vanelli de Oliveira:

    • advocacia
    • promotoria de justiça (leia mais)
    • delegacia de polícia
    • magistratura (ensino acadêmico)
    • juizado
    • procurador
    • Ministério Público
    • fiscalização
    • auditoria
    • Direito Penal
    • defensoria pública
    Onde estudar?

    Em Juiz de Fora existem sete faculdades que oferecem o curso de Direito. São elas: Doctum, Estácio de Sá, Granbery, UFJF, Unipac, Universo e Vianna Júnior.

    Conheça nossos planos e serviços

    (32) 2101-2000

    A melhor internet está aqui!

    Conteúdo Recomendado

    Envie Sua Notícia

    Se você possui sugestões de pauta, flagrou algum fato curioso ou irregular, envie-nos um WhatsApp

    +55 32 99915-7720

    Comentários

    Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.