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    Parada do Orgulho Gay leva aproximadamente 35 mil pessoas às ruas de JF

    O evento, realizado neste sábado, teve início no Parque Halfeld e seguiu até a Praça Antônio Carlos. Ao todo, 370 policiais fizeram a segurança

    Nathália Carvalho
    Repórter
    18/8/2012

    paradaQuatro trios elétricos, acompanhados de bandeiras, músicas e cores do arco-íris, desfilaram pelas principais ruas de Juiz de Fora (ver mapas) durante a realização da 10ª Parada do Orgulho Gay, que ocorreu neste sábado, 18 de agosto. Segundo estimativa da Polícia Militar (PM), cerca de 35 mil pessoas, entre homossexuais, simpatizantes e curiosos, acompanharam a festa, que saiu do parque Halfeld e seguiu até a praça Antônio Carlos, Centro. Para os organizadores do evento, a estimativa inicial era de 80 mil participantes.

    Com o tema Brasil: País rico é país sem homofobia, os organizadores utilizaram o slogan do governo federal na luta contra a homofobia e, durante todo o evento, foi ressaltada a importância da participação dos jovens nas manifestações que englobam a causa. Para abrir a festa, o diretor do Movimento Gay de Minas (MGM) e organizador do evento, Marco Trajano, iniciou seu discurso com muita emoção e agradeceu a todos que estavam presentes. "Fico muito orgulhoso de ver que a Parada Gay é uma parada de Juiz de Fora. É uma luta justa, que tem o apoio popular", disse, entre lágrimas. E, após uma pausa, ele completou convocando as pessoas. "Vamos ocupar as vias da cidade. Essa luta é nossa. Nós merecemos ser felizes!"

    O evento teve início por volta das 13h, quando as pessoas começavam a se aglomerar ao longo da avenida Rio Branco. O primeiro trio elétrico, carro oficial do evento, foi seguido pelo carro do Rei da parada, representado pelo jovem militante juiz-forano, Guilherme Alves. "Quero fazer um convite aos jovens da cidade, que se unam ao movimento", destaca. Logo após os discursos iniciais, houve a apresentação do Hino Nacional na voz da cantora juiz-forana Xuxú. "Fiquei muito honrada, é um presente para qualquer artista ter a oportunidade de abrir um acontecimento como este. Foi o maior público para o qual já me apresentei, então, fiquei um pouco tensa, mas depois veio a emoção", conta a travesti.

    Logo em seguida, foi a hora do beijo entre Trajano e Oswaldo Braga, casal fundador do MGM e que luta, há 25 anos, contra a homofobia. "Nós nascemos e somos criados para ser homofóbicos, essa é a nossa sociedade. A Parada é o momento máximo onde podemos mostrar a nossa vida, lembrar a todas as pessoas que elas devem lutar contra o preconceito e discriminação", explica Braga. Às 14h15, os trios seguiram ao longo da Rio Branco, com os termômetros marcando 25º C. Por volta das 15h, um pequeno chuvisco pôde ser observado, mas nada que desanimasse o ritmo da festa.

    Comemoração e luta

    O aniversário de dez anos da Parada Gay trouxe muita emoção para os participantes do evento, como é o caso de Edson Arantes e Cláudio Márcio, primeiro casal gay a conseguir a união estável em Juiz de Fora. "Foi há cerca de nove anos que conseguimos esta primeira vitória. Eu trabalhava em uma empresa que oferecia plano de saúde e queria colocar meu companheiro como beneficiário. E estamos juntos desde então, muito felizes por participar desta festa", declara Arantes.

    Presença de destaque nas comemorações, o antropólogo e presidente do Movimento Gay da Bahia, Luiz Mott, é considerado um dos mais conhecidos ativistas brasileiros em favor dos direitos civis dos homossexuais. Para ele, Juiz de Fora é uma referência nesta luta. "Essa cidade foi a precursora na Lei Rosa, uma grande conquista. Pedimos, hoje, o respeito, a não discriminação. Homofobia é igual a racismo, deve acabar", declara.

    Quem também lembrou o pioneirismo da cidade foi o integrante do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (Cellos) de Contagem, Anderson Cunha. "Juiz de Fora é tida como o exemplo de como se faz uma luta na rua. Precisamos construir espaços educativos para dizer o que somos, como é o caso deste movimento." Já o delegado do Núcleo de Atendimento e Cidadania (NAC) da Polícia Civil (PC) de Belo Horizonte, Rogério Cedrola, destacou a importância da punição nos casos de homofobia registrados. "Trabalhamos em prol do movimento homossexual, assim como em outras causas. A PC é parceira dessas manifestações e entendemos a importância de defender os direitos de todos."

    Segurança

    De acordo com o comandante da 3ª Companhia de Missões Especiais da PM, major Paulo Henrique da Silva, 370 policiais realizaram a segurança do evento na avenida Rio Branco. Além disso, outros pontos da cidade tiveram segurança reforçada. "Colocamos 'ilhas' de policiamento espalhadas pelos bairros que ligam as avenidas principais", declara.

    Ao todo, a PM contabilizou entre 25 e 30 mil pessoas. Mas a estimativa era que este número chegasse a 35 mil até o final da noite. O trabalho foi realizado pelo grupo juntamente com policiais da 30ª Companhia da Polícia Militar.

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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