Segunda, 14 de maio de 2007, atualizada às 17h52
A partir desta segunda, dia 14 de maio até o próximo dia 17, quinta-feira, mais um grupo de funcionários públicos do estado entram em paralisação. Juntamente com a greve dos Defensores Públicos de Minas Gerais e da Polícia Civil, os auditores fiscais param as atividades mais uma vez ao longo da semana.
Em campanha salarial desde novembro de 2006, essa já é a 14º série de paralisações realizada pela fiscalização mineira, acompanhado pelo posto e delegacia fiscal de Juiz de Fora. Segundo o Sindicato da Categoria - Sindifisco - o objetivo do movimento é pressionar o governo pela solução do impasse.
A paralisação deve envolver cerca de 580 auditores fiscais de todo o estado. Só em Juiz de Fora são aproximadamente 88 profissionais que deixam de trabalhar nos próximos quatro dias.
Na próxima terça, dia 15, além dos Postos Fiscais, param também as Delegacias Fiscais da Receita. Na delegacia de Juiz de Fora, a greve é geral. Segundo informações do diretor de relações intersindicais do posto de JF, Samir Hobaica, a média de adesão da paralisação nas delegacias e postos em todo o estado é de 90%, mas em Juiz de Fora essa porcentagem alcançou 100%.
Na quinta, o grupo se reúne em assembléia extraordinária em Belo Horizonte para avaliar o movimento e decidir os próximos passos. A intenção da classe é conseguir do governo do estado um reajuste de 47%, que "que recomponha as perdas sofridas nos três últimos anos".
"A livre circulação de mercadorias sem nota fiscal e o não
recolhimento do impostos sobre substituição tributária são
fatores que fazem muita diferença no dia-a-dia do Estado. Esperamos
que eles nos atendam porque que nossa situação salarial é muito desigual"
, analisa Samir,
complementando que Minas tem a segunda arrecadação de ICMS do país e que os auditores do
estado ganham o 18º piso.