Outubro Rosa Pet: pequenos nódulos podem ser o primeiro alerta para câncer de mama em cadelas e gatas
Tumores mamários estão entre as neoplasias mais frequentes nesses animais e podem ter comportamento agressivo; em Juiz de Fora, clínica veterinária oferece avaliação e acompanhamento a valores sociais.
Um pequeno caroço percebido durante um carinho na barriga do animal pode parecer inofensivo, mas merece atenção. Assim como acontece com as mulheres, cadelas e gatas também podem desenvolver câncer de mama e, entre os felinos, a doença preocupa especialmente pelo alto índice de malignidade. Durante o Outubro Rosa Pet, veterinários reforçam a importância de os tutores observarem alterações nas mamas e procurarem atendimento mesmo quando os nódulos ainda são pequenos.
Os tumores mamários estão entre as neoplasias mais frequentes em cadelas e gatas. Segundo o médico-veterinário Anderson Júnior, pós-graduado em Oncologia e preceptor da Clínica de Medicina Veterinária da Estácio, aproximadamente metade dos tumores mamários diagnosticados em cadelas é maligna. Nas gatas, a situação é ainda mais preocupante. “Nas cadelas, aproximadamente metade desses tumores é de origem maligna. Já nas gatas, eles têm um comportamento um pouco mais agressivo: cerca de 80% a 90% são malignos”, explica o veterinário.
A campanha de Outubro Rosa Pet busca justamente ampliar a percepção de que a prevenção e a identificação precoce também fazem diferença na saúde dos animais. Idade, predisposição genética e exposição hormonal estão entre os fatores relacionados ao desenvolvimento da doença. O uso de anticoncepcionais em cadelas e gatas também exige atenção e deve ser discutido com o médico-veterinário.
Embora alguns tumores possam crescer de maneira silenciosa, há sinais que podem ser percebidos pelo próprio tutor no dia a dia. A recomendação é aproveitar momentos de carinho, banho ou escovação para observar a região abdominal e a cadeia mamária do animal. Qualquer alteração deve ser investigada. “O principal sinal é o aumento de volume ou o crescimento de nodulações anormais na região mamária. Quando inspecionamos a cadeia mamária e sentimos, mesmo que seja pequeno, um aumento de volume, precisamos ter atenção porque pode representar uma doença importante”, alerta Anderson.
Feridas que não cicatrizam, vermelhidão, sangramento, secreção pelos mamilos, inchaço e dor também estão entre os sinais que justificam uma avaliação veterinária. A presença dessas alterações não significa necessariamente que o animal tenha câncer, mas a investigação é fundamental para determinar a causa e, quando necessário, iniciar o tratamento.
Em Juiz de Fora, tutores que identificarem alterações ou quiserem realizar uma avaliação podem procurar a Policlínica de Medicina Veterinária da Estácio, que oferece atendimento a valores sociais para cães, gatos e animais exóticos. O serviço funciona mediante agendamento e triagem e conta com estrutura para análises clínicas, radiografia, ultrassonografia, avaliações cardiológicas e procedimentos cirúrgicos.
Segundo Anderson Júnior, a unidade também recebe animais para investigação de suspeitas oncológicas. “O tutor marca uma avaliação inicial, nós conversamos, examinamos o animal e fazemos a investigação necessária para chegar ao diagnóstico. A partir daí, é possível estadiar esse paciente e definir o tratamento mais adequado para aquela cadelinha ou gatinha”, explica.
Com especialização também em Dermatologia Veterinária e Patologia Clínica, o veterinário destaca que a associação entre diferentes áreas auxilia na investigação dos casos. “São áreas que se complementam e nos ajudam a investigar de forma mais completa, desde a avaliação das lesões até a interpretação dos exames, para chegar a um diagnóstico preciso e definir um tratamento adequado para cada paciente”.
A Policlínica funciona às segundas e quartas-feiras, das 8h às 14h, e às terças e quintas-feiras, das 15h às 20h. O horário no início da noite amplia a possibilidade de atendimento para tutores que trabalham durante o dia. Informações e agendamentos podem ser obtidos pelo telefone (32) 3249-3641.