Vereadora de Juiz de Fora apresenta moção de repúdio e declara Alexandre de Moraes persona non grata

A iniciativa foi motivada por um episódio ocorrido em 30 de julho, durante uma partida de futebol na Neo Química Arena, em São Paulo.

Por Redação

Cerimônia de posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do TSE - 16/08/2022

Na última quinta-feira (31), a vereadora Roberta Lopes (PL) apresentou uma moção de repúdio contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na Câmara Municipal de Juiz de Fora. No documento, ela declara o magistrado persona non grata na cidade, alegando "conduta incompatível com o decoro do cargo".

A iniciativa foi motivada por um episódio ocorrido em 30 de julho, durante uma partida de futebol na Neo Química Arena, em São Paulo, onde o ministro teria feito um gesto obsceno em resposta às vaias da torcida. O ato, amplamente divulgado nas redes sociais, foi considerado pela parlamentar como um "ato de provocação e deboche".

Além do gesto, a vereadora menciona as sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro com base na Lei Magnitsky, que penaliza estrangeiros envolvidos em violações de direitos humanos e corrupção. Para Roberta Lopes, a atitude de Moraes diante da sanção foi “marcada por escárnio e desdém”, o que, segundo ela, agrava ainda mais a situação.

No texto da moção, Roberta cita o Artigo 39 da Lei nº 1.079/1950 (Lei do Impeachment), que define os crimes de responsabilidade dos ministros do STF, e aponta possível violação aos princípios constitucionais da administração pública, previstos no Art. 37 da Constituição Federal.

“Não se trata de um mero comportamento pessoal, mas de um atentado simbólico à liturgia do cargo que ocupa”, declarou a vereadora.

A moção é um instrumento político de caráter simbólico e não tem efeito legal direto sobre o ministro, mas expressa o posicionamento formal da parlamentar. O texto ainda será analisado pelo plenário da Câmara.

Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou sobre a moção.