Paralisação em Juiz de Fora afeta transporte público após impasse em negociações salariais
Sindicato realiza assembleias nesta quinta-feira (28); ônibus voltam a circular na cidade.
Os trabalhadores do transporte público de Juiz de Fora iniciaram uma paralisação no início da tarde desta quinta-feira (28). O movimento ocorre após um impasse nas negociações da campanha salarial da categoria.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro-JF), que representa a categoria, e o Consórcio Via JF, que opera o sistema de transporte, não chegaram a um acordo sobre o reajuste salarial. Nos últimos dias, as negociações mediadas pelo Ministério do Trabalho avançaram, mas as propostas apresentadas foram rejeitadas pelos rodoviários.
A paralisação se soma a outros movimentos recentes da categoria em busca de melhores condições de trabalho e remuneração, refletindo a tensão contínua entre trabalhadores e empresas do setor. Não há informações sobre a normalização do serviço.
Os rodoviários estão participando de uma Assembleia Geral também nesta quinta-feira (28). A primeira reunião aconteceu às 9h e a segunda está marcada para às 15h.
O representante do Sinttro JF, Claudinei Janeiro, disse ao Acessa.com que anota oficial do sindicato, será divulgada apenas após o término da segunda assembleia.
A pauta aprovada inicialmente inclui um reajuste salarial de 7,5%, um vale-refeição de R$ 400 e a manutenção do pagamento de 100% para as horas extras trabalhadas a partir da segunda hora. Segundo o sindicato, a proposta é irredutível e, caso não seja aceita, a categoria pode entrar em greve.
Em nota ao Acessa.com, o Consórcio Via JF informou que a paralisação promovida pelo Sindicato dos Rodoviários é ilegal e irregular, em afronta ao disposto na Lei nº 7.783/1989 (Lei de Greve), por não respeitar os requisitos legais de aviso prévio e manutenção mínima dos serviços essenciais.
Reafirmando que tem atuado dentro da legalidade e da boa-fé negocial, seguindo a agenda de negociações programada, com o objetivo de alcançar reajuste salarial justo à categoria, sem prejudicar a população usuária do transporte coletivo.
O Consórcio reiterou seu compromisso com o diálogo transparente, a mediação das autoridades competentes e a continuidade do serviço público essencial, buscando sempre soluções equilibradas e pautadas nos princípios da razoabilidade, proporcionalidade e boa-fé.
A Prefeitura de Juiz de Fora declarou que a manifestação da categoria diz respeito a uma negociação entre empregadores e empregados, sendo conduzida exclusivamente pelas partes envolvidas. Por se tratar de um tema trabalhista, a Administração Municipal não pode (e nem deve) interferir diretamente no seu andamento.