Dentista denuncia suspensão de atendimentos odontológicos eletivos por falta de anestésico em Juiz de Fora; Prefeitura nega
Prefeitura destaca que não há falta dos insumos.
O médico odontologista Paulo Vieira, de Juiz de Fora, publicou nas redes sociais uma denúncia afirmando que os atendimentos odontológicos eletivos da rede municipal teriam sido suspensos por falta de anestésico. Segundo ele, o problema teria ocorrido após o vencimento do estoque adquirido durante a pandemia, o que teria levado à necessidade de uma nova licitação para compra dos insumos.
Em vídeo, o profissional afirmou que visitou o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), conhecido como CEO Centro, e confirmou que a suspensão atingiu também outras unidades do município. De acordo com o relato, a medida teria sido adotada para preservar o estoque remanescente e garantir o atendimento de casos de urgência e emergência.
“Eles acharam mais prudente desmarcar os atendimentos eletivos para manter o pouco do estoque que tem para os atendimentos de urgência, para não faltar para esses pacientes que mais precisam. (...) É uma questão de gestão, porque é preciso acompanhar a validade dos insumos e agir antes que o problema estoure”, afirmou Paulo Vieira.
O dentista também ressaltou que, embora tenha percebido seriedade por parte dos profissionais nas unidades visitadas, considerou que houve falha administrativa na condução do processo.
Em nota, a Secretaria de Saúde de Juiz de Fora negou a falta de insumos e afirmou que o atendimento odontológico na rede municipal segue sendo realizado normalmente, com prioridade para casos de urgência e emergência, como biópsias, atendimentos do COAPE e do Pronto-Socorro Odontológico (PSO).
O órgão informou ainda que os procedimentos eletivos da Atenção Primária estão sendo temporariamente direcionados aos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), “garantindo a continuidade da assistência à população”.
“Não há falta dos insumos citados”, conclui a nota da Prefeitura.
