Operação "Dose Clandestina" desmonta esquema de produção ilegal de cachaça em Juiz de Fora

Homem de 50 anos foi preso em flagrante; local armazenava até 8 mil litros da bebida em condições precárias.

Por Da redação

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nessa terça-feira (21), a operação Dose Clandestina, que resultou na prisão em flagrante de um homem, de 50 anos, suspeito de produzir e armazenar cachaça de forma clandestina em Juiz de Fora. A ação contou com o apoio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Vigilância Sanitária e do Procon municipal.

O imóvel, localizado no bairro Bom Sucesso, foi interditado pela fiscalização, que também ficou responsável pelo descarte das bebidas e materiais apreendidos. A estimativa é de que o local armazenava entre 7 mil e 8 mil litros de cachaça.

Denúncia e investigações

As investigações começaram após denúncias anônimas sobre a existência de um depósito irregular de bebidas alcoólicas. Durante a operação, os agentes encontraram condições totalmente inadequadas de produção e armazenamento.

A cachaça era mantida em recipientes plásticos comuns, muitos sem vedação ou certificação para uso alimentício, incluindo galões normalmente utilizados para transporte de combustível.

De acordo com a PCMG, o responsável adicionava fragmentos de madeira e frutas para alterar a cor e o sabor da bebida, tentando simular um envelhecimento artificial. A Vigilância Sanitária alertou que esse tipo de prática pode liberar compostos tóxicos, como metanol e taninos não controlados, tornando o consumo extremamente perigoso à saúde.

Nenhuma das embalagens possuía rotulagem, identificação de origem, data de fabricação ou validade, o que impede a rastreabilidade e coloca os consumidores em risco.

Crime contra as relações de consumo

A delegada Bianca Mondaini destacou a gravidade da prática.

“A produção e o armazenamento de bebidas em condições irregulares colocam em risco direto a vida das pessoas. Nosso trabalho é garantir que esses produtos ilegais não cheguem ao consumidor e que os responsáveis sejam responsabilizados”, afirmou.

O homem não possuía registro empresarial, alvará de funcionamento nem licenças dos órgãos competentes. Ele foi autuado em flagrante por crime contra as relações de consumo e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.