Homem é indiciado por homicídios qualificados em chacina que matou cinco pessoas da mesma família em Juiz de Fora
Crimes ocorreram no bairro Santa Cecília; suspeito foi preso em flagrante e inquérito da Polícia Civil já foi encaminhado à Justiça.
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito policial que apurou a morte de cinco pessoas da mesma família em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e indiciou um homem de 42 anos por homicídios qualificados. O crime ocorreu no dia 7 de janeiro de 2026, no bairro Santa Cecília. O investigado foi preso em flagrante logo após os fatos, e o procedimento foi encaminhado à Justiça e ao Ministério Público.
As investigações apontam que as vítimas eram o pai do suspeito, de 74 anos; duas irmãs, de 47 e 44 anos; a madrasta, de 63 anos; e um sobrinho, de 5 anos. Imagens de câmeras de monitoramento auxiliaram na reconstituição da dinâmica do crime, iniciado nas primeiras horas da manhã.
De acordo com a apuração, o suspeito aguardou uma das irmãs sair de casa para o trabalho e a atacou, dando início à sequência de homicídios. Na residência, outras vítimas foram mortas, incluindo o pai, que estava em um dos quartos. Em seguida, o homem foi até outro imóvel no mesmo terreno e, posteriormente, até a casa da irmã que morava nos fundos, onde ocorreu a morte da criança.
A perícia confirmou que todas as vítimas apresentavam ferimentos causados por instrumento perfurocortante. Os laudos técnicos e de necropsia foram anexados ao inquérito policial.
Segundo a delegada Camila Miller, titular da Delegacia Especializada de Homicídios de Juiz de Fora, o investigado foi indiciado por cinco homicídios qualificados, considerando o uso de meio insidioso e cruel, além de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa das vítimas.
O suspeito foi preso pela Polícia Militar em seu apartamento, no bairro Santa Terezinha. No local, foram apreendidas duas facas que, segundo a investigação, teriam sido utilizadas nos crimes. O homem confessou os homicídios no momento da prisão.
Com a conclusão do inquérito, o caso segue sob análise do Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.