Chuva deixa 14 mortos em Juiz de Fora
Vítimas foram registradas em diversos pontos da cidade; prefeitura decretou calamidade pública e suspendeu aulas na rede municipal.
A Prefeitura de Juiz de Fora decretou, na madrugada desta terça-feira (24), estado de calamidade pública em função das chuvas intensas que atingem o município. O decreto nº 17.693/2026 tem validade de 180 dias e autoriza medidas emergenciais para enfrentamento dos impactos do temporal.
Com a medida, servidores municipais que atuam no prédio-sede foram autorizados a trabalhar de forma remota nesta terça-feira. As aulas da rede municipal também foram suspensas devido aos riscos provocados por alagamentos, deslizamentos de terra e dificuldades no trânsito.
As chuvas deixaram, até o momento, 14 mortos e 440 pessoas desabrigadas. Os óbitos foram registrados nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. Segundo a prefeitura, fevereiro já acumula 584 milímetros de chuva, o dobro do esperado para o mês, configurando o período mais chuvoso da história da cidade.
A prefeita Margarida Salomão informou que há ao menos 20 ocorrências de soterramento. No bairro Parque Burnier, um dos mais atingidos, 17 pessoas estão desaparecidas, incluindo mais de cinco crianças. Nove pessoas foram resgatadas com vida. Os feridos estão sendo encaminhados para o HPS.
O Rio Paraibuna e córregos transbordaram, e pontes e o Mergulhão, que ligam bairros ao Centro, foram interditados. Há registros de quedas de árvores e vias bloqueadas. O Corpo de Bombeiros recebeu mais de 40 chamadas emergenciais durante a madrugada por causa de moradores ilhados e casas atingidas.