Defesa Civil Nacional chega a Juiz de Fora para reforçar ações emergenciais após chuvas e situação de calamidade; já são 16 mortos

Foram estruturados núcleos de atendimento às famílias atingidas em quatro escolas municipais.

Por Isabella Oliveira e Petterson Marciano

Coletiva de Imprensa PJF

A Prefeitura de Juiz de Fora realizou, na tarde desta terça-feira (24), uma coletiva de imprensa para atualizar a situação do município após as fortes chuvas que atingiram a cidade. Durante o pronunciamento, o Executivo destacou o reforço das ações emergenciais, com a chegada da Defesa Civil Nacional e de outras frentes de apoio para atendimento às famílias afetadas, até o momento são 16 mortos. 

De acordo com a Prefeitura de Juiz de Fora, foram estruturados núcleos de atendimento às famílias atingidas em quatro escolas municipais: Bom Jardim, Linhares, Morumbi e Murilo Mendes. A orientação é que moradores que estejam em áreas de risco procurem esses locais a partir de agora para garantir acolhimento e assistência.

A coletiva também confirmou o reforço das equipes de resposta. O Corpo de Bombeiros contará com o apoio de cerca de 150 militares, enquanto a Defesa Civil Nacional enviará equipe técnica, recursos e ajuda humanitária para atuar diretamente no município. Além disso, a Força Nacional do SUS deve chegar a Juiz de Fora ainda no fim da tarde para auxiliar no atendimento de saúde.

Segundo as autoridades, o Governo Federal do Brasil decretou situação de calamidade nacional para Juiz de Fora, e o secretário nacional de Defesa Civil deve desembarcar na cidade para acompanhar de perto as ações emergenciais.

Em relação à rede de ensino, as aulas das escolas municipais seguem suspensas também nesta quarta-feira (25), como medida de segurança diante dos impactos causados pelas chuvas.

O balanço apresentado na coletiva aponta um cenário preocupante: a cidade registra, até o momento, 20 pontos de soterramento e 275 ocorrências de deslizamentos. Bairros como Dois Moinhos, Vila Ideal/Guarujá, Esplanada e Paineiras estão sendo avaliados para possível remoção preventiva de moradores.

A administração municipal informou ainda que não há, até o momento, problemas no abastecimento de água. No entanto, o número de pessoas desabrigadas e desalojadas já chega a 443, mobilizando a rede de assistência social e os serviços de emergência para atendimento contínuo às famílias afetadas.