Juiz de Fora e Ubá têm saque calamidade do FGTS liberado após chuvas

O valor máximo para retirada é de até R$ 6.220 por conta vinculada.

Por Redação

FGTS

Moradores de Juiz de Fora e Ubá, dois dos municípios mais atingidos pelas fortes chuvas, já podem solicitar o saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida foi anunciada pelo Governo Federal como forma de auxiliar financeiramente as famílias afetadas pelos temporais que provocaram mortes, deslizamentos e destruição em diversas regiões da Zona da Mata.

A liberação é operacionalizada pela Caixa Econômica Federal e permite que trabalhadores residentes nas áreas reconhecidas em situação de calamidade pública façam a solicitação de forma totalmente digital, por meio do aplicativo oficial do FGTS.

O valor máximo para retirada é de até R$ 6.220 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível. Para ter direito, o trabalhador não pode ter realizado saque pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses.

Segundo o ministro responsável pela área, outras ações adotadas anteriormente no Rio Grande do Sul, durante as enchentes históricas no estado, podem ser replicadas em Minas Gerais, caso haja necessidade de ampliar o suporte às cidades atingidas.

A iniciativa ocorre em meio a um cenário de fortes impactos provocados pelas chuvas, especialmente na Zona da Mata, onde equipes de resgate seguem atuando e dezenas de famílias enfrentam prejuízos materiais e estruturais.

A orientação é que os trabalhadores verifiquem se o município já teve o reconhecimento oficial de calamidade pública e realizem o pedido diretamente pelo aplicativo, selecionando a opção “saque por calamidade”.

Como solicitar o saque calamidade

O pedido deve ser feito exclusivamente pelo Aplicativo FGTS, disponível para celulares Android e iOS. O trabalhador deve:

  • Acessar o aplicativo e fazer login com CPF e senha;
  • Selecionar a opção “Solicitar saque”;
  • Escolher a modalidade “Calamidade pública”;
  • Informar o município afetado;
  • Enviar os documentos solicitados (documento de identidade e comprovante de residência emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade).

Após a análise e aprovação do pedido, o valor é depositado em conta bancária indicada pelo trabalhador.

A orientação das autoridades é que os moradores fiquem atentos aos canais oficiais da Caixa e da prefeitura para acompanhar prazos e atualizações sobre o reconhecimento da situação de calamidade.