Família pede ajuda para operar cachorro encontrado nos escombros em Juiz de Fora

Animal foi resgato em fevereiro e precisa de uma cirurgia pra não ficar cego.

Por Vívia Lima

O bulgog Pudy

Este da foto é o Pudy, um bulgog carinhoso, mas a história recente é sinônimo superação. Ele é um dos sobreviventes da forte chuva que devastou Juiz de Fora em fevereiro deste ano.

O cachorrinho foi encontrado em meio aos escombros da casa onde vivia, no bairro Jardim Natal, um dia após o desabamento do imóvel. Como a antiga família perdeu tudo na tragédia, precisou colocá-lo para doação. Foi nesse momento que a microempreendedora Daniela Fonseca entrou na vida do Pudy.

O primeiro contato, curiosamente, foi com uma mordida. "Nem isso fez a gente desistir. Naquele instante, a senhora que estava nos doando disse que não teria como ficar com ele. Se nós não o adotássemos, ele teria que ir para o canil municipal", relembra Daniela.

O receio inicial logo deu lugar ao afeto. O animal se apaixonou pelo marido de Daniela e a conexão foi imediata. Há duas semanas no novo lar, a família recebeu um diagnóstico preocupante: Pudy tem "olho de cereja" nos dois olhos. A condição ocorre quando a glândula lacrimal sai do lugar, formando uma massa vermelha no canto interno do olho que afeta diretamente a visão, além de causar desconforto.

Corrente de solidariedade

Para salvar a visão de Pudy, a nova família decidiu fazer uma vaquinha solidária. Uma médica veterinária se comoveu com a história e doou a mão de obra da cirurgia, mas ainda é necessário arrecadar R$ 1.700,00 para cobrir os custos. Desse valor, R$ 1.500,00 serão destinados às taxas da clínica, anestesista e internação, e R$ 200,00 para a compra de colírios específicos que o Pudy vai precisar. "Caso ele não faça a cirurgia, pode desenvolver úlcera de córnea, síndrome do olho seco e até mesmo perder totalmente a visão", alerta Daniela.


Um elo emocional

A urgência do tratamento mexeu profundamente com a família, em especial com o marido de Daniela. A possibilidade de ver o cãozinho perder a visão tocou em uma ferida antiga, já que o pai dele era deficiente visual. "Hoje, o Pudy representa força e superação para nós. Ele e meu esposo combinam demais. Meu marido ficou extremamente emocionado com a história dele, pois lembra muito o pai, que já faleceu. Entendemos que o Pudy precisa de cuidados, amor e carinho para superar os traumas com os quais chegou até nós. Não seríamos nós se o deixássemos ir embora sem, ao menos, fazer a diferença na vida dele", finaliza a tutora.